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Carne Bovina: Brasil vai propor à China assumir cota de países que não cumprirem volumes

Publicado 02/01/2026 • 09:49 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Carne bovina brasileira pode assumir cotas de países que não exportarem à China.
  • Salvaguarda da China impõe cotas por país e tarifa adicional de 55% sobre excedentes de carne.
  • Brasil negocia flexibilização da salvaguarda para manter fluxo da carne ao mercado chinês.
Houve redução no volume exportado para os Estados Unidos, enquanto os embarques para a China vêm crescendo.

AEN

Peças de carne

A carne bovina brasileira pode ganhar espaço adicional no mercado chinês. O governo vai propor à China que o Brasil assuma cotas de países que não conseguirem cumprir seus volumes de exportação no regime de salvaguarda em vigor desde 1º de janeiro.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a ideia é flexibilizar o uso das cotas estabelecidas por país. “Se um país tem uma cota e não conseguir cumprir, o Brasil pode assumir esse volume. Os Estados Unidos, por exemplo, não exportaram carne à China em 2025”, afirmou.

As discussões devem ocorrer ao longo de 2026, em negociações bilaterais com autoridades chinesas.

Salvaguarda chinesa

A salvaguarda foi anunciada pelo Ministério do Comércio da China e estabelece cotas anuais por país, com tarifa adicional de 55% para volumes que excederem os limites, além da alíquota de 12% já vigente.

As medidas valem até 31 de dezembro de 2028 e atingem os principais exportadores de carne bovina ao mercado chinês.

Carne bovina do Brasil e volumes definidos

Para o Brasil, maior fornecedor da proteína à China, a cota sem tarifa adicional será de 1,106 milhão de toneladas em 2026. O limite sobe para 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão em 2028.

Em 2025, até novembro, o País já havia exportado 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, com receita de US$ 8,028 bilhões.

Outros exportadores também têm cotas

Além do Brasil, outros países tiveram volumes definidos conforme participação histórica no mercado chinês. A Argentina terá cota de 511 mil toneladas em 2026, o Uruguai de 324 mil toneladas, a Nova Zelândia de 206 mil toneladas, a Austrália de 205 mil toneladas e os Estados Unidos de 164 mil toneladas.

O Brasil responde por cerca de 45% da carne bovina importada pela China.

Estratégia de negociação

Na avaliação de Fávaro, a cota atual permite manter o fluxo no primeiro semestre apenas com a tarifa de 12%. “Enquanto isso, podemos discutir a ampliação da cota do Brasil se outros países não cumprirem seus volumes”, disse.

O ministro afirmou que a medida chinesa já vinha sendo tratada bilateralmente e que não houve surpresa por parte do governo brasileiro.

Brasil busca alternativas para o comércio para carne

Segundo Fávaro, o Brasil está preparado para ajustes comerciais, citando a abertura de 29 novos mercados para a carne bovina nos últimos anos, como México, Vietnã e Malásia.

O ministro descartou acionar a Organização Mundial do Comércio e reforçou que a estratégia será manter diálogo com a China para garantir a continuidade do comércio da carne bovina brasileira.

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