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Saiba como foi a reunião da ONU sobre a crise na Venezuela
Publicado 05/01/2026 • 19:10 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 05/01/2026 • 19:10 | Atualizado há 3 meses
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A primeira reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU) em 2026, convocada para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, terminou sem consenso nesta segunda-feira (5), em Nova York. O encontro evidenciou a divisão entre os líderes globais sobre os acontecimentos do fim de semana que culminaram na queda de Nicolás Maduro.
A reunião foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, ambos membros permanentes do Conselho de Segurança. Apesar da falta de avanços formais, negociações diplomáticas devem continuar nos bastidores nos próximos dias, segundo fontes diplomáticas ouvidas pelo Broadcast.
De acordo com interlocutores, algum país do Conselho ainda pode propor um projeto de resolução sobre a ação dos Estados Unidos. No entanto, a iniciativa não foi apresentada até o momento e, se avançar, pode ser vetada pelos próprios EUA. O direito de veto dos membros permanentes tem sido um dos principais fatores de paralisia do Conselho em diferentes crises internacionais.
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O CSNU é composto por 15 países, sendo cinco membros permanentes com poder de veto — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — e dez integrantes com assentos rotativos.
O Brasil, que solicitou participar da reunião, instou o Conselho a assumir responsabilidade diante do ataque à Venezuela. O representante permanente do país na ONU, Sérgio Danese, afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro ultrapassaram uma “linha inaceitável” e abrem um “precedente perigoso”.
Danese discursou em espanhol, em um gesto simbólico, e reforçou o posicionamento do presidente Lula. Segundo o diplomata, os atos representam uma grave afronta à soberania venezuelana e ameaçam a estabilidade internacional. Ele afirmou ainda que a América do Sul é uma “zona de paz” e defendeu que a solução para a crise não passa pela criação de “protetorados”, mas pelo respeito à autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos limites constitucionais do país.
Em posição oposta, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, rejeitou as acusações de ocupação e afirmou que a operação foi uma ação de “aplicação da lei”, baseada em acusações judiciais existentes há décadas. Segundo ele, o presidente Donald Trump teria oferecido alternativas diplomáticas a Maduro antes da ação militar.
Waltz afirmou que os EUA acreditam que a estabilização da Venezuela pode gerar um “futuro melhor” para o país e para a região. Disse ainda que Washington não hesitará em agir para proteger seus cidadãos do narcoterrorismo e buscar paz, liberdade e justiça para o povo venezuelano.
Já o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, classificou o ataque como uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial do país. Segundo ele, a ação dos EUA estabelece um precedente extremamente perigoso para todos os Estados-membros da ONU, independentemente de seu tamanho ou poder.
Moncada afirmou que o dia 3 de janeiro de 2026 marca um momento histórico para o sistema internacional, ao classificar a ofensiva como um ataque armado ilegítimo e sem qualquer justificativa legal.
Representantes da Colômbia, Rússia e China voltaram a condenar os ataques dos Estados Unidos e defenderam uma solução diplomática para a crise. A Rússia criticou a postura americana, apontando “hipocrisia e cinismo”. A China disse estar “profundamente chocada” com a captura de Maduro e de sua esposa, reiterando posição já expressa no fim de semana.
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A embaixadora da Colômbia na ONU, Leonor Zalabata, afirmou que não há justificativa, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força e classificou a ação como um ato de agressão.
A Argentina adotou uma posição mais alinhada aos Estados Unidos e defendeu uma “transição segura” na Venezuela. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, evitou comentar se a ação americana violou o direito internacional. A União Europeia, por sua vez, pediu calma e moderação de todas as partes envolvidas para evitar uma escalada das tensões.
Na abertura da reunião, a vice-secretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, afirmou que a organização está profundamente preocupada com o fato de que as normas do direito internacional podem não ter sido respeitadas na ação militar de 3 de janeiro.
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