Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Venezuela responde por menos de 1% do mercado mundial de petróleo
Publicado 06/01/2026 • 13:38 | Atualizado há 2 meses
EXCLUSIVO: Uber adquire aplicativo de estacionamento SpotHero para expandir ecossistema
Trump exige demissão na Netflix em meio à disputa pela compra da Warner
EXCLUSIVO: Setor varejista dos EUA diz que reversão de tarifas de Trump trará previsibilidade e flexibilidade para inovação
EXCLUSIVO: Reembolso de tarifas ilegais de Trump pode custar R$ 906 bi e gerar “bagunça” logística nos EUA
Democratas buscam forçar reembolsos após Suprema Corte bloquear tarifas de Trump
Publicado 06/01/2026 • 13:38 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Carlos Garcia Rawlins / Reuters
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela – país que detém a maior reserva petrolífera do mundo – teve reflexos nas cotações do ouro e dólar, e também nos preços de comercialização do petróleo. Para especialista ouvido pela Agência Brasil, essa volatilidade de preços, no entanto, tem caráter mais especulativo do que pela relevância do petróleo venezuelano para o comércio mundial do produto.
Professor do Programa de Planejamento Energético do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Alexandre Szklo lembra que a Venezuela responde, atualmente, por “menos de 1%” do mercado de petróleo do mundo.
O professor atribui essa pequena participação a dois motivos: o primeiro é relativo aos embargos impostos pelos Estados Unidos à Venezuela; o segundo é por conta das características do petróleo venezuelano que, por ser muito pesado, requer um tipo específico de refinarias localizadas no Golfo do México e nos EUA.
Leia também: OEA convoca reunião urgente para discutir crise na Venezuela
Ser a maior reserva do mundo não significa, necessariamente, ter acesso imediato a esta riqueza que já causou tantas guerras ao longo da história.
O processo de refino do petróleo passa por diversas etapas que começam em planejamento e pesquisas preliminares, para entender as características do produto a ser explorado em cada novo poço; até a extração, tratamento nas refinarias, distribuição e, por fim, sua comercialização.
“Hoje, a Venezuela produz muito pouco e oferece muito pouco para o mercado internacional de petróleo. Uma coisa é o potencial que a Venezuela tem de produzir óleos, sobretudo extrapesados. Outra coisa é quanto a Venezuela supri de óleo o mundo. Atualmente, é menos do que 1%”, explicou o professor da UJRJ, referindo-se ao fato de que a maior parte do petróleo venezuelano está em reservas sem estruturas para exploração.
“O impacto de curto prazo da Venezuela no mercado internacional de petróleo, portanto, é bastante limitado”, complementou.
Além disso, há questões relacionadas às especificidades do petróleo que é majoritariamente encontrado na Venezuela. Segundo o professor, não são todas as refinarias que têm capacidade para refinar e tratar óleos pesados.
“Então, na prática, esse óleo acaba impactando muito mais nas refinarias de maior complexidade da costa do Golfo do México e dos Estados Unidos. [O petróleo venezuelano] atenderia potencialmente as refinarias de maior complexidade, localizadas na região”, complementou ao ressaltar que em um contexto de longo prazo, a produção venezuelana poderá se tornar importante.
Leia também: Quais são os planos de Trump para o petróleo da Venezuela? Entenda
Alexandre Szklo cita ainda o comércio clandestino de petróleo que tem chamado a atenção, em meio ao contexto de disputa pelas reservas venezuelanas. Segundo explica, essa é a alternativa que resta a países produtores para driblar embargos como o dos Estados Unidos à Venezuela e Irã; e da Europa à Rússia.
“O comércio clandestino de petróleo feito pelas chamadas frotas fantasmas está muito associado às sanções”, afirma o especialista da Coppe.
Leia também: Crise no Irã se agrava após ameaça de Trump e reacende risco de ação dos EUA
“Na prática, todo navio petroleiro precisa sobretudo de ter um contrato de seguro para a carga que ele está transportando. Ele tem o número de registro. Quando você tem as sanções, isso faz com que exista um prêmio de frete para determinados navios que não seguem os critérios de contratação típicos, nem passam por seguro da sua carga”, acrescenta.
Segundo ele, essas frotas fantasmas representam mais riscos para o transporte desse combustível: “Especula-se algo da ordem de 300 embarcações de petroleiros de grande porte compondo essas frotas fantasmas”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
2
Da emoção ao ativo: o macaquinho rejeitado que fez venda de pelúcia disparar em vários países
3
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
4
Top 100: os cargos com os maiores salários no estado de SP em 2025
5
Raízen: saiba mais sobre empresa e os riscos de uma possível recuperação judicial