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Índia mantém compra de petróleo russo apesar de pressão tarifária dos EUA
Publicado 07/01/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/01/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Índia
Premiê da Índia, NArendra Modi fala da década de crescimento no mais longo discurso do Dia da Independência. Foto: DD News India
Refinarias estatais na Índia continuam comprando petróleo russo, mesmo com a busca de Nova Deli por alívio das tarifas dos EUA impostas devido a essas aquisições, segundo analistas de energia.
Os EUA impuseram uma tarifa “secundária” de 25% sobre produtos indianos em agosto, citando a continuidade das importações de petróleo bruto russo por Nova Deli. Washington também sancionou as petrolíferas russas Lukoil e Rosneft no final de novembro.
No domingo, o senador americano Lindsay Graham afirmou que o embaixador da Índia nos EUA, Vinay Mohan Kwatra, pediu que ele instasse o presidente Donald Trump a suspender essas tarifas, sob o argumento de que Nova Deli reduziu a compra de petróleo russo.
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Embora a demanda geral da Índia por petróleo bruto russo tenha caiu em dezembro, analistas disseram que o declínio foi impulsionado majoritariamente pela redução nas compras da Reliance Industries, de Mukesh Ambani, que era uma grande importadora antes das sanções dos EUA contra Lukoil e Rosneft entrarem em vigor no final de novembro.
Refinarias estatais, conhecidas como empresas do setor público (PSUs), compensaram parte dessa queda no petróleo russo, acrescentaram os analistas.
Empresas estatais indianas, como a IOC e a BPCL, “continuaram a comprar petróleo bruto russo para entrega futura, por meio de fornecedores não sancionados”, disse Muyu Xu, analista sênior de petróleo bruto da empresa de rastreamento de navios-tanque Kpler.
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A BPCL preferiu não comentar, enquanto a IOC, a Hindustan Petroleum Corporation e o Ministério do Petróleo e Gás Natural da Índia não responderam aos pedidos de comentário da CNBC.
A Índia tem enfrentado pressão constante dos EUA para reduzir as importações de petróleo russo, uma tábua de salvação econômica que permite a Moscou resistir às sanções ocidentais devido à guerra contra a Ucrânia.
“Apesar da queda nas importações agregadas, o consumo de petróleo bruto russo pelas refinarias estatais permaneceu resiliente, destacando uma redistribuição em vez de um colapso na demanda”, afirmou Pankaj Srivastava, da Rystad Energy.
A Rystad estima que as importações indianas de petróleo russo caíram cerca de 300.000 barris por dia desde novembro, chegando a 1,7 milhão de barris em base sequencial. Contudo, espera-se uma “recuperação modesta” para 1,8 milhão de barris diários em janeiro.
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“As refinarias do setor público continuam a processar o bruto russo com uma leve tendência de alta, impulsionada pela demanda doméstica de combustível e pela viabilidade dos preços”, disse Srivastava, vice-presidente sênior de mercados de commodities da Rystad Energy.
Dados da Kpler também mostraram uma queda na importação indiana. “As importações de petróleo russo pela Índia caíram 595 mil barris por dia na comparação mensal em dezembro, recuando para 1,24 milhão de barris diários — o nível mais baixo desde dezembro de 2022.”
No domingo, ao falar com repórteres a bordo do Air Force One, Trump disse que os Estados Unidos poderiam aumentar as tarifas sobre a Índia caso Nova Deli não consiga frear as compras de petróleo russo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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