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Europa avalia usar ‘bazuca’ do comércio contra EUA em crise sobre a Groenlândia

Publicado 19/01/2026 • 07:10 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • União Europeia discute instrumento anti-coerção em crise de comércio com Washington
  • Ameaça de Trump amplia incerteza no comércio transatlântico e nos mercados
Pessoas carregam bandeiras da Groenlândia enquanto se reúnem em frente ao consulado dos EUA para protestar contra o Donald Trump

Getty Images

Pessoas carregam bandeiras da Groenlândia enquanto se reúnem em frente ao consulado dos EUA para protestar contra o Donald Trump

A escalada da crise diplomática envolvendo a Groenlândia levou países europeus a avaliarem o uso de instrumentos extremos de comércio contra os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump ameaçar impor novas tarifas se não houver acordo para a compra do território.

A reação inclui tarifas retaliatórias e a possível ativação do mecanismo mais duro da União Europeia no comércio internacional.

Ameaça tarifária dos EUA

Trump anunciou no sábado (17) que oito países europeus enfrentarão tarifas progressivas, começando em 10% em 1º de fevereiro e chegando a 25% em 1º de junho, caso não haja avanço em negociações sobre a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. As medidas atingiriam Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, ampliando tensões no comércio transatlântico.

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Comércio europeu e o instrumento anti-coerção

Em reunião emergencial em Bruxelas, diplomatas discutiram respostas à ameaça. A França defende que a União Europeia considere acionar o Instrumento Anti-Coerção (ACI), mecanismo que permite restringir acesso de empresas americanas ao mercado europeu, limitar exportações e importações e impor barreiras a investimentos. O ACI é visto como a “bazuca” do comércio europeu, embora nunca tenha sido usado.

Divisão entre países do bloco

Apesar da pressão francesa, países como a Alemanha demonstram cautela. Analistas apontam que a divisão reflete diferenças estruturais: a França tende a defender maior autonomia estratégica, enquanto economias mais dependentes de exportações temem impactos prolongados no comércio e no crescimento.

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Negociações suspensas

Segundo o Financial Times, a UE avalia tarifas de até 93 bilhões de euros contra produtos americanos. A agência Reuters informou que o Parlamento Europeu pode suspender a tramitação do acordo comercial UE-EUA firmado em julho, que previa a redução de tarifas sobre importações dos Estados Unidos, alterando o calendário do comércio bilateral.

Comércio, líderes europeus e reação política

Líderes europeus reagiram rapidamente. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou as tarifas como incompatíveis com a segurança coletiva da Otan. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a medida é “inaceitável”, reforçando o tom mais duro no comércio com Washington.

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Incerteza prolongada

Economistas avaliam que o prazo de 1º de fevereiro pode ser adiado enquanto se intensificam negociações diplomáticas. Ainda assim, a disputa sobre a Groenlândia tende a prolongar a incerteza no comércio internacional por meses. Para a Europa, o impacto esperado é negativo, com redução do crescimento e maior volatilidade nos mercados financeiros.

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