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UE prepara tarifa de € 93 bilhões aos EUA após ofensiva de Trump contra a Groenlândia
Publicado 18/01/2026 • 17:15 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 18/01/2026 • 17:15 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: JONATHAN ERNST
Donald Trump
A União Europeia (UE) avalia impor tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos ou restringir o acesso de empresas dos Estados Unidos ao mercado europeu, segundo o jornal Financial Times. A decisão seria em resposta às ameaças do presidente Donald Trump contra aliados da OTAN que se opõem à tentativa americana de assumir o controle da Groenlândia.
Autoridades europeias afirmam que as medidas estão sendo preparadas para fortalecer a posição dos líderes do bloco em reuniões com Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta semana. O objetivo é tentar alcançar um compromisso que evite uma ruptura profunda na aliança militar ocidental, o que representaria um risco direto à segurança da Europa.
A lista de tarifas foi elaborada no ano passado, mas teve a aplicação suspensa até 6 de fevereiro para evitar uma escalada imediata da guerra comercial. Neste domingo (18), o tema voltou à mesa em uma reunião dos 27 embaixadores da União Europeia, junto da possível ativação do chamado “instrumento anti-coerção (ACI)”, mecanismo que permite limitar investimentos e restringir serviços de empresas estrangeiras no mercado do bloco.
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A reativação do pacote ocorre após Trump prometer impor tarifas de 10% até 1º de fevereiro sobre produtos do Reino Unido, da Noruega e de outros seis países da União Europeia que participaram de um exercício militar recente na Groenlândia. O presidente americano exige autorização da Dinamarca para assumir o controle da ilha, considerada estratégica.
“Temos instrumentos claros para retaliar se isso continuar… [Trump] está agindo como um verdadeiro mafioso”, afirmou um diplomata europeu ouvido pelo Financial Times. Segundo ele, a estratégia combina pressão e abertura ao diálogo. “Ao mesmo tempo, queremos pedir calma publicamente e dar a ele a chance de recuar.”
A França tem defendido o uso imediato do ACI, que nunca foi acionado desde sua criação em 2023. O instrumento permitiria, entre outras medidas, restringir investimentos e limitar exportações de serviços, incluindo operações de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos na Europa.
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Siga o Times | CNBCParis e Berlim articulam uma resposta conjunta. Os ministros das Finanças dos dois países devem se reunir nesta segunda-feira (19) antes de seguir para encontros com outros líderes europeus em Bruxelas. O tema também deve ser levado ao G7, já que a França preside o grupo neste momento.
Apesar do tom mais duro de alguns governos, a maioria dos países da União Europeia defende priorizar o diálogo antes de avançar com medidas punitivas. “Precisamos baixar a temperatura”, afirmou outro diplomata europeu.
Como sinal de endurecimento, os principais partidos do Parlamento Europeu anunciaram que vão adiar a votação de um pacote que reduziria tarifas sobre produtos americanos, parte de um acordo comercial firmado no ano passado.
Leia rambém:
Trump deve participar do fórum de Davos na quarta (21) e quinta-feira (22), com encontros previstos com líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Conselheiros de segurança de países ocidentais também se reúnem nesta segunda-feira para discutir a crise envolvendo a Groenlândia, além da guerra na Ucrânia.
Do lado americano, o discurso segue duro. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a Europa seria incapaz de garantir a segurança da Groenlândia e reiterou a posição de Washington. “O presidente acredita que só é possível garantir a segurança reforçada se a Groenlândia fizer parte dos EUA”, disse à NBC News.
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