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Brasil 2030: o futuro da saúde entre inovação tecnológica e desafios estruturais

Publicado 20/01/2026 • 15:48 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • O fórum “Brasil 2030: Saúde e Consumo” estabeleceu um diagnóstico profundo sobre os rumos do setor para a próxima década.
  • O evento realizado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (20) reuniu as principais autoridades públicas e lideranças do mercado para discutir como a inovação, a regulação e as mudanças demográficas estão redesenhando o ecossistema da saúde no país.
  • A abertura foi conduzida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que alertou para dois desafios estruturais: a crise climática e o envelhecimento populacional.

Produção/Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC

Fórum “Brasil 2030: Saúde e Consumo”, realizado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC

O fórum “Brasil 2030: Saúde e Consumo”, realizado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (20), estabeleceu um diagnóstico profundo sobre os rumos do setor para a próxima década. O evento reuniu as principais autoridades públicas e lideranças do mercado para discutir como a inovação, a regulação e as mudanças demográficas estão redesenhando o ecossistema da saúde no país.

Desafios climáticos e demográficos

A abertura foi conduzida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que alertou para dois desafios estruturais: a crise climática e o envelhecimento populacional.

Segundo o ministro, as alterações no clima já funcionam como uma crise sanitária direta, afetando a infraestrutura hospitalar e permitindo que doenças tropicais alcancem regiões antes imunes, como a Europa e o norte das Américas.

Quanto à longevidade, Padilha destacou que o aumento da expectativa de vida exige que o sistema de saúde brasileiro se adapte para focar em prevenção e diagnósticos precoces. O ministro defendeu o fortalecimento da produção nacional de insumos estratégicos e a ampliação da vacinação, citando o esforço para erradicar o câncer de colo do útero via imunização contra o HPV.

Eficiência regulatória e inteligência artificial

Na sequência, o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, detalhou os planos da agência para ganhar eficiência diante de um escopo de atuação que abrange desde medicamentos até agrotóxicos. Safatle revelou que os investimentos em inteligência artificial na autarquia devem crescer 200% até 2026, com o objetivo de automatizar processos e reduzir as filas de registros.

Para sustentar esse crescimento tecnológico, a Anvisa também foca no reforço de seu quadro técnico. Recentemente, a agência contratou mais de 100 especialistas e planeja a elaboração de um novo concurso público.

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O objetivo é responder às demandas da sociedade com maior rapidez, superando gargalos que foram agravados pelo período da pandemia.

Inovação e qualidade da formação médica

No campo da inovação farmacêutica, Leonardo Bia trouxe à tona o impacto da semaglutida (princípio ativo do Ozempic), classificada como uma das maiores invenções do século XXI.

O executivo ressaltou a importância do Brasil nas pesquisas clínicas dessa molécula, mas criticou a lentidão regulatória, pontuando que a aprovação pela Anvisa levou 13 anos.

Essa demora no registro foi apontada como um fator que desestimula investimentos em pesquisa e desenvolvimento no território nacional. Paralelamente, Breno Monteiro, presidente da CNSaúde, trouxe um alerta sobre a qualidade da formação médica. Dados do Enamed indicam que um em cada três recém-formados não reúne condições mínimas para exercer a medicina.

Sustentabilidade e dependência de insumos

A preocupação com a segurança do paciente e a eficiência do sistema também passou pelo tema da judicialização excessiva. David Basbaum, presidente da GEAP, explicou que esse fenômeno pressiona os custos e compromete a previsibilidade financeira das operadoras de saúde. A solução passa pela adoção de maior racionalidade assistencial.

No debate sobre a produção industrial, Walker Lahmann, da Eurofarma, apresentou um dado de contraste: o Brasil fabrica 70% dos medicamentos que consome. Entretanto, o país produz apenas 5% dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), o que gera uma vulnerabilidade estratégica e dependência de mercados externos, como a Índia.

O setor financeiro também entrou na discussão através de Leandro Berbert, da EY Brasil. Ele destacou o interesse de fundos de private equity em biotecnologia, especialmente na corrida por novas moléculas de GLP-1.

Essa convergência busca acelerar o desenvolvimento de terapias para doenças crônicas com alto potencial de retorno.

O futuro do diagnóstico e experiência do paciente

A inteligência artificial foi novamente pautada por Pedro Batista, CEO da Horuss AI, que a descreveu como essencial para a análise de grandes volumes de dados brutos. Para Batista, a tecnologia integra informações de laboratórios e operadoras, permitindo que a medicina brasileira antecipe tendências e formule políticas públicas mais eficazes.

A experiência do paciente foi defendida por Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin, como o verdadeiro diferencial competitivo. Ela argumentou que a expansão por meio de aquisições não é suficiente se não houver um investimento contínuo na jornada do consumidor e na qualidade do atendimento humanizado.

Encerrando as discussões, Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury, reforçou o papel da telemedicina na ampliação do acesso à saúde. Com mais de 3 mil consultas diárias, a modalidade tem sido fundamental para desafogar prontos atendimentos e levar diagnósticos a regiões remotas, unindo tecnologia à eficiência clínica em 2026.

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