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Brasil 2030: crise climática, envelhecimento e IA expõem os desafios da saúde no país
Publicado 20/01/2026 • 14:14 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/01/2026 • 14:14 | Atualizado há 3 meses
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC realizou no dia 20 de janeiro o evento “Brasil 2030: Saúde e Consumo – Tendências, Inovação e Futuro do Setor”, reunindo autoridades públicas e lideranças do mercado para discutir as transformações que vêm redesenhando o sistema de saúde no país. Entre os temas centrais estiveram a jornada do paciente, novos modelos de cuidado, o avanço da medicina de precisão, da inteligência artificial e os desafios para a sustentabilidade do sistema.
A abertura ficou a cargo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, seguida por uma palestra do presidente da Anvisa, Leandro Safatle. O encontro foi apresentado e mediado pela âncora do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Christiane Pelajo, e contou ainda com cobertura especial da emissora, incluindo entradas ao vivo e uma entrevista exclusiva com o ministro da Saúde.
Ao abrir o evento, Padilha afirmou que o sistema de saúde brasileiro enfrenta dois desafios estruturais centrais: a crise climática e o envelhecimento da população. Segundo o ministro, as mudanças no clima já impactam diretamente a saúde pública, com a disseminação de doenças antes restritas a determinadas regiões e a paralisação de hospitais em razão de tragédias ambientais.
Padilha destacou que o envelhecimento populacional representa um avanço social, mas exige a adaptação do sistema, com mais investimentos em prevenção, diagnósticos precoces e acesso a medicamentos modernos. O ministro também reforçou a importância da vacinação, da produção nacional de insumos estratégicos e do combate ao negacionismo científico.
Leia também: Brasil 2030: Anvisa aposta em inteligência artificial para acelerar registros e reduzir filas
Na sequência, Leandro Safatle afirmou que a Anvisa está entre as três maiores agências reguladoras do mundo e ressaltou o amplo escopo de atuação do órgão, que vai de medicamentos e vacinas a cosméticos, suplementos e agrotóxicos. Segundo ele, o principal desafio é responder com mais eficiência às demandas da sociedade, diante do acúmulo de pedidos de registro agravado pela pandemia e por anos de subinvestimento.
Safatle explicou que a agência vem reforçando sua estrutura com novos aportes em tecnologia e pessoal. De acordo com ele, os investimentos em inteligência artificial devem crescer 200% até 2026, com foco em agilizar análises, aprimorar a classificação de riscos e ampliar a capacidade técnica da agência.
Leia também: Brasil 2030: executivos alertam para dependência de IFAs e corrida por GLP-1
No painel sobre inovação, Leonardo Bia afirmou que não é possível falar de avanços na medicina sem mencionar a semaglutida, princípio ativo do Ozempic, destacando a participação do Brasil em pesquisas clínicas e o acesso precoce à molécula. O executivo criticou o ambiente regulatório e apontou que a demora de 13 anos para aprovação do registro pela Anvisa desestimula investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Breno Monteiro alertou para a baixa qualidade da formação médica no Brasil, citando dados que indicam que um em cada três médicos formados não estaria apto a exercer a profissão. Ele e David Basbaum destacaram ainda que a judicialização excessiva e a falta de racionalidade assistencial pressionam os custos da saúde suplementar, comprometem a confiança dos pacientes e colocam em risco a sustentabilidade do setor.
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No painel “Indústria Farmacêutica, Produção e Sustentabilidade do Sistema”, Walker Lahmann, da Eurofarma, ressaltou que o Brasil fabrica cerca de 70% dos medicamentos consumidos internamente, índice superior ao de Estados Unidos e países europeus. Apesar disso, alertou que apenas 5% dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) são produzidos no país, o que cria uma vulnerabilidade estratégica para o abastecimento.
Segundo ele, acordos como o entre União Europeia e Mercosul e negociações com a Índia podem ajudar a reduzir essa dependência no médio e longo prazo.
Ainda nesse painel, Leandro Berbert, sócio e líder de Health Sciences and Wellness da EY Brasil, afirmou que o setor farmacêutico tem despertado crescente interesse do mercado financeiro, impulsionado pela corrida global por novas moléculas de GLP-1. Fundos de private equity, segundo ele, vêm investindo em pesquisas em estágios iniciais, acelerando a convergência entre saúde e finanças.
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No painel “Diagnóstico, Medicina de Precisão e Tecnologia em Saúde”, Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin, afirmou que a consolidação do setor não pode se limitar a aquisições. Para ela, o diferencial competitivo está na experiência do paciente, com investimentos contínuos em tecnologia, processos e qualidade do atendimento.
O médico Pedro Batista, CEO da Horuss AI, destacou a inteligência artificial como base para o avanço da medicina diagnóstica no Brasil, ao permitir análises mais precisas, integração de dados e apoio a políticas públicas de prevenção.
Encerrando o painel, Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury, afirmou que a telemedicina é essencial para ampliar o acesso à saúde. Ela destacou que a combinação dessa modalidade com a base de dados do grupo – responsável por mais de 3 mil consultas diárias e cerca de 300 milhões de exames ao ano – fortalece diagnósticos e otimiza o sistema.
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