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Serviços em alta, varejo em queda: o raio-x do consumo para o início de 2026
Publicado 21/01/2026 • 15:31 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/01/2026 • 15:31 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Aplicativos de transporte ajudaram a puxar o setor de serviços
A economia brasileira deve iniciar 2026 com um comportamento assimétrico no consumo. Enquanto o setor de serviços deve crescer 3,0%, o varejo de bens tende a registrar leve retração de 0,48% no primeiro trimestre de 2026 ante mesmo período de 2025, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) e da FIA Business School.
“A divergência entre bens e serviços reflete um ajuste estrutural no padrão de consumo. As famílias priorizam conveniência, experiência, proteção e recorrência, enquanto reduzem ou adiam a aquisição de bens físicos, especialmente os duráveis”, avalia o presidente do Ibevar e professor da FIA Business School, Claudio Felisoni.
O estudo, feito a partir de modelos econométricos e análises preditivas, estima o comportamento do consumo antes mesmo do trimestre acabar. Em serviços, as projeções utilizam monitoramento de comportamento e interesse dos consumidores em ambientes digitais e redes sociais, com apoio de técnicas de processamento de linguagem natural e inteligência artificial. Já no varejo de bens, as estimativas são baseadas em séries históricas e variáveis condicionantes como renda real, juros, crédito, prazo médio e inadimplência.
No varejo de bens, segmentos essenciais e ligados ao consumo recorrente sustentaram crescimento, enquanto bens duráveis e discricionários permaneceram pressionados por juros elevados, crédito restritivo e postergação de decisões de compra.
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Artigos farmacológicos, médicos e de perfumaria devem avançar 6,86% no primeiro trimestre de 2026 ante mesmo período de 2025. Também apresentam crescimento vestuário e calçados (+2,69%), equipamentos para escritório e comunicação (+3,97%), além de hipermercados e supermercados (+1,02%), refletindo a resiliência do consumo básico.
Já segmentos como automóveis, motos, partes e peças (-2,25%), materiais de construção (-1,75%), móveis e eletrodomésticos (-1 99%) e livros e papelaria (-3,56%) continuam em retração, evidenciando menor apetite por compras de maior valor e mudanças estruturais nos hábitos de consumo.
Aplicativos de delivery (+21,2%), seguro residencial (+20,6%) e aplicativos de transporte (+15,9%) puxam a alta de serviços. Restaurantes, turismo, shows, spas e academias também mostraram avanço relevante, sinalizando retomada consistente do consumo experiencial, especialmente entre faixas de renda média e alta.
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Na contramão, segmentos tradicionais e presenciais, como streaming, cinema, teatro, consultoria e cursos registraram retração.
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