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Caso Banco Master: Itaú diz que impacto saiu do balanço, mas custo será social
Publicado 05/02/2026 • 12:04 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 05/02/2026 • 12:04 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Durante a teleconferência de resultados desta quinta-feira (5), o Itaú Unibanco afirmou que um grande caso corporativo ligado ao Banco Master interferiu temporariamente em alguns indicadores de crédito no trimestre anterior, mas já foi integralmente retirado do balanço no quarto trimestre.
Ao mesmo tempo, o CEO do banco, Milton Maluhy Filho, alertou que a liquidação da instituição terá efeitos econômicos para todo o sistema financeiro e, por consequência, para a sociedade.
Segundo a administração, a exposição ao caso Master entrou em atraso de curto prazo meses atrás, elevando pontualmente os indicadores de grandes empresas. A expectativa era vender a operação até o fim do ano, o que acabou ocorrendo.
Executivos detalharam que a alienação:
O Itaú também explicou que a leve queda no nível de cobertura de provisões ocorreu porque o ativo vendido possuía grau de provisionamento acima da média do portfólio.
A leitura central foi direta: sem o episódio do Master, os números teriam permanecido praticamente estáveis, e a tendência estrutural da carteira não foi alterada.
Leia também: Caso Master: CPI aponta indícios graves em contrato de R$ 129 milhões ligado à mulher mulher de Alexandre de Moraes
Apesar de afirmar que o impacto contábil já ficou para trás, Maluhy fez um alerta mais amplo sobre as consequências da quebra da instituição.
“Um evento dessa magnitude acaba gerando impacto para a sociedade no custo de captação de novos empréstimos, no preço dos investimentos. Essa conta vai ser paga”, afirmou.
Segundo o executivo, todos os bancos associados ao Fundo Garantidor de Créditos terão de antecipar contribuições para recompor o caixa da entidade, movimento que pode pressionar spreads e tarifas no sistema.
Os custos da quebra do conglomerado Master já superam R$ 50 bilhões, de acordo com dados divulgados, sendo:
Para recompor o fundo, discute-se um adiantamento de até cinco anos de contribuições, o que equivaleria a R$ 30 bilhões já no início de 2026.
Leia também: CAE inicia acompanhamento do caso Banco Master e pede acesso a dados sigilosos
Maluhy afirmou que as instituições dialogam com o Banco Central para tentar reduzir o impacto financeiro da operação, inclusive avaliando a liberação parcial de recursos hoje depositados compulsoriamente no regulador.
Ao mesmo tempo, defendeu ajustes regulatórios para evitar episódios semelhantes:
“É evidente que a gente não pode permitir que um evento dessa magnitude aconteça novamente. É um evento muito material.”
O CEO também criticou o uso do FGC como instrumento de alavancagem por algumas plataformas financeiras, o que, segundo ele, teria permitido modelos de negócio pouco sustentáveis ao longo dos anos.
As declarações colocam dois planos distintos na mesma equação:
Para investidores, a mensagem é clara: o impacto específico no balanço foi resolvido, mas a conta macro do colapso ainda será distribuída pelo sistema financeiro.
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