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Caso Banco Master: CPI do Crime Organizado quer convocação de mulher de Moraes e irmãos de Toffoli
Publicado 05/02/2026 • 14:12 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 05/02/2026 • 14:12 | Atualizado há 3 horas
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Reprodução
O senador Alessandro Vieira protocolou requerimentos para convocar a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, além dos irmãos do ministro Dias Toffoli, para prestarem depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.
Os pedidos foram apresentados no início do ano legislativo e poderão ser analisados na próxima sessão do colegiado, marcada para 10 de fevereiro.
No caso de Viviane Barci, Vieira afirma que a convocação é necessária para esclarecer a hipótese de uso de serviços jurídicos como mecanismo de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.
O senador cita um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. Segundo o parlamentar, o valor destoaria dos padrões de mercado, levantando suspeita de negócio jurídico simulado.
Vieira também menciona investigações que apontam que o banco teria sido capitalizado por recursos ilícitos operacionalizados via a gestora CBSF DTVM, antiga Reag Trust.
O requerimento ressalta ainda que a abertura de uma nova filial do escritório em Brasília ocorreu em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central do Brasil, fato que, segundo o senador, reforça a necessidade de esclarecimentos.
Na semana passada, os senadores Eduardo Girão e Magno Malta protocolaram pedido para a quebra de sigilo bancário e fiscal de Viviane Barci.
A solicitação cobre o período entre janeiro de 2024 e janeiro de 2026 e envolve acesso a dados da Receita Federal, do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
Em outros requerimentos, Vieira pede a convocação dos irmãos José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, além de um primo do ministro.
Segundo o senador, familiares mantiveram vínculos societários com empresas que detinham participação no Tayayá Aqua Resort, localizado em Ribeirão Claro, e que posteriormente transferiram essas cotas a fundos e holdings.
Vieira afirma que a intermediação de negócios por veículos ligados à CBSF DTVM levou o caso para o escopo da CPI. Ele também menciona reportagem do Estadão sobre a venda de parte do resort a fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
No documento, o senador afirma que há notícias indicando que o padrão de vida de familiares do ministro seria incompatível com negociações milionárias envolvendo o empreendimento.
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