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CEO da B3 enxerga retomada de IPOs ainda em 2026 com forte fluxo estrangeiro
Publicado 05/02/2026 • 16:44 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 05/02/2026 • 16:44 | Atualizado há 5 meses
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Reprodução/LinkedIn
Gilson Finkelsztain, CEO da B3
Depois de quatro anos praticamente sem novas aberturas de capital, o mercado brasileiro pode voltar a registrar IPO (oferta pública inicial de ações) ainda em 2026, segundo o CEO da B3, Gilson Finkelsztain. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC —, ele afirmou: “Acredito que este ano teremos pelo menos um IPO e, em 2027, se a Selic chegar a um dígito, podemos ter mais de um”.
A declaração ocorre em um momento de retomada clara do interesse internacional pelos ativos brasileiros — movimento que a própria B3 vem trabalhando ativamente para ampliar.
Há cerca de um mês, a B3 firmou parceria com uma corretora global com sede em Nova York (a Interactive Brokers) e presença em mais de 160 países, ampliando o acesso de investidores estrangeiros aos produtos brasileiros. “Desde então, mais de 3 mil investidores internacionais já passaram a operar, pelo menos, uma opção da bolsa brasileira”, contou Gilson.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da B3 de fortalecer sua presença no exterior, com campanhas de atração de capital global, roadshows e integração com plataformas internacionais. O objetivo é aumentar a liquidez, reduzir o custo de capital para empresas brasileiras e ampliar a base de investidores no mercado local.
O impacto desse movimento já aparece nos números. Apenas em janeiro, investidores estrangeiros aportaram cerca de R$ 26,3 bilhões líquidos em ações na B3, um dos maiores fluxos mensais da história recente.
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Siga o Times | CNBCSe esse ritmo for mantido, o mercado estima que mais de R$ 150 bilhões possam entrar na bolsa brasileira ao longo de 2026.
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Em termos globais, gestores veem espaço para realocação de recursos para mercados emergentes — e o Brasil aparece entre os principais destinos, por conta de valuation atrativo, expectativa de queda estrutural dos juros e peso relevante em índices internacionais.
Esse novo cenário reacende também o mercado de ofertas públicas iniciais. Hoje, cerca de 50 empresas brasileiras já estão estruturadas e prontas para abrir capital, aguardando uma janela mais favorável de mercado.
Segundo executivos da B3, a combinação entre maior liquidez, retorno do investidor estrangeiro e perspectiva de queda da Selic tende a destravar esse pipeline. A avaliação é que 2026 pode marcar a reabertura gradual do mercado de IPOs, com aceleração mais forte em 2027, caso os juros cheguem a um dígito.
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