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Philip Jefferson, do Fed, diz que taxas de juros atuais podem sustentar mercado de trabalho e controlar inflação
Publicado 06/02/2026 • 20:02 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/02/2026 • 20:02 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
REUTERS
Vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson
O vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Philip Jefferson, afirmou nesta sexta-feira (6) que o nível atual da taxa de juros nos Estados Unidos “pode sustentar o mercado de trabalho enquanto a inflação tende a diminuir”, reforçando a avaliação de que a política monetária está calibrada para equilibrar os dois objetivos do banco central.
Durante a sessão de perguntas e respostas após discurso na Brookings Institution, Jefferson disse não querer observar “nenhum enfraquecimento adicional no mercado de trabalho”, ao reconhecer que “a criação de empregos tem sido mais fraca do que gostaríamos” nos últimos meses.
Segundo ele, a moderação no ritmo de geração de vagas reflete tanto fatores de demanda quanto restrições do lado da oferta.
O dirigente explicou que parte da desaceleração do mercado de trabalho decorre do menor crescimento da força de trabalho, associado à redução da imigração. Além disso, Jefferson chamou atenção para a composição da criação de empregos, observando que, embora os números agregados tenham arrefecido, o desempenho do setor privado difere do observado no setor público, o que ajuda a explicar a perda de fôlego recente nos dados gerais.
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Jefferson afirmou ainda que atrasos na divulgação de indicadores econômicos, provocados pelo recente shutdown do governo federal, “não nos impedem de realizar nosso trabalho”, ressaltando que o Fed dispõe de um conjunto amplo de informações alternativas, como as agrupadas pelos próprios Estados, para avaliar as condições econômicas.
No campo dos preços, o vice-presidente da autoridade monetária americana reiterou que as expectativas seguem bem ancoradas, o que, em sua avaliação, “sugere que o Fed ainda tem credibilidade em relação à sua meta de inflação”.
Ele acrescentou que, uma vez que “o impacto das tarifas sobre bens se propague completamente”, a inflação cheia “deve arrefecer”, reforçando a leitura de que o choque inflacionário ligado a tarifas tende a ser temporário.
Segundo Jefferson, esse conjunto de fatores permite ao Fed manter uma postura que apoie o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que acompanha a continuidade do processo de desinflação.
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