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Trump adia ultimato ao Irã, leva crise de Ormuz ao G7 e mantém petróleo 40% acima do pré-guerra
Publicado 27/03/2026 • 06:48 | Atualizado há 3 meses
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Montagem Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC | Fotos: JONATHAN ERNST e Jacques Descloitres, MODIS Land Rapid Response Team, NASA/GSFC via Wikimedia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou por dez dias o ultimato para atacar instalações de energia do Irã, ao citar avanços nas conversas para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Apesar do gesto, Israel manteve bombardeios de grande escala contra Teerã nesta sexta-feira (27), indicando que o conflito permanece longe de uma trégua.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que, “a pedido do governo iraniano”, o prazo foi estendido até 6 de abril de 2026, às 20h (horário de Washington). Segundo ele, as “conversações continuam” e “vão muito bem”, apesar de críticas da imprensa.
Leia também: Marco Rubio diz que Estreito de Ormuz poderia reabrir “amanhã” se o Irã permitisse
O presidente também declarou que o Irã permitiu a passagem de dez navios pelo Estreito de Ormuz como sinal do avanço nos contatos bilaterais.
A tensão em torno de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos, será tema de pressão diplomática dos EUA no G7. O secretário de Estado, Marco Rubio, desembarcou na França para o segundo dia da reunião e deve buscar apoio dos aliados para uma operação de reabertura da via marítima. Foi para forçar o acesso ao estreito que Trump ameaçou destruir centrais de energia elétrica iranianas.
O adiamento trouxe algum alívio ao mercado. O barril do Brent do Mar do Norte era negociado a US$ 107 nesta sexta-feira, em leve queda no dia. Ainda assim, o preço permanece cerca de 40% acima do nível registrado antes do início do conflito, refletindo o risco persistente para o abastecimento global.
Enquanto Washington sinaliza uma tentativa de saída diplomática, Teerã evita usar o termo “negociações”. Segundo a agência Tasnim, citando uma fonte anônima, o governo iraniano já transmitiu “oficialmente” e “por meio de intermediários” uma resposta ao plano de 15 pontos apresentado pelos EUA para encerrar os confrontos. O país teria estabelecido condições para um cessar-fogo e aguarda retorno da outra parte.
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No campo militar, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado mísseis e drones contra alvos militares e do setor de energia em Israel e em países do Golfo que abrigam bases americanas.
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro após ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, completa um mês neste sábado (28). O conflito se espalhou pelo Oriente Médio, elevando preocupações sobre a economia global e o fornecimento de petróleo e gás.
Israel afirmou ter realizado “ataques em larga escala” contra infraestruturas não especificadas em Teerã. Explosões também foram registradas nos subúrbios do sul de Beirute, área considerada por Israel reduto do Hezbollah.
Leia também: Crise no Ormuz: França se dispõe a ajudar, mas impõe uma condição
O Líbano entrou no conflito em 2 de março, após o Hezbollah lançar mísseis contra Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Desde então, mais de 1.100 pessoas morreram e cerca de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades libanesas.
Em Israel, a estratégia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de manter operações simultâneas no Irã e no Líbano enfrenta críticas internas. O líder da oposição, Yair Lapid, classificou os combates como “sem estratégia, sem os recursos necessários e com muito poucos soldados”.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Effie Defrin, reconheceu que o Exército precisa de “forças adicionais”.
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