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Economia Brasileira

Brasil estreia ano com emissão de R$ 22,5 bi no exterior; empresas aceleram captações em dólar

Publicado 15/02/2026 • 21:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Tesouro Nacional levantou US$ 4,5 bilhões com os títulos Global 2036 e Global 2056, com demanda de US$ 12 bilhões.
  • Emissão de 10 anos atingiu volume recorde de US$ 3,5 bilhões, com juros de 6,4% ao ano.
  • Quatro grandes empresas brasileiras captaram US$ 3,375 bilhões no exterior.

Yuriko Nakao / Reuters

O Tesouro Nacional realizou a primeira emissão soberana de 2026 no mercado internacional e captou US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 22,5 bilhões), por meio do lançamento do novo título de dez anos, o Global 2036, e da reabertura do Global 2056, com prazo de 30 anos. A operação, realizada nos Estados Unidos, reforça a estratégia de gestão da dívida externa e de fortalecimento das reservas internacionais brasileiras.

Global 2036

Com vencimento em 22 de maio de 2036, o Global 2036 foi emitido no montante de US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 17,5 bilhões), configurando volume recorde para títulos brasileiros de dez anos no mercado externo. A taxa de juros foi fixada em 6,4% ao ano, com cupom de 6,25% ao ano, pago semestralmente em maio e novembro.

O papel foi precificado com spread de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima dos Treasuries americanos de mesmo prazo. Tanto o juro quanto o spread são indicadores de percepção de risco. Quanto menor o spread, menor o prêmio exigido pelo mercado para financiar o Brasil.

Na comparação com a emissão anterior de dez anos, realizada em novembro, os juros ficaram levemente acima dos 6,2% ao ano obtidos na ocasião, e o spread superou os 210,9 pontos-base registrados anteriormente.

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Global 2056

No título de 30 anos, o Brasil captou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel pagará juros de 7,3% ao ano, com cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base sobre os títulos equivalentes do Tesouro dos EUA.

Segundo o Tesouro, trata-se do menor spread para um título brasileiro de 30 anos desde julho de 2014. Em relação à emissão anterior do mesmo papel, realizada em setembro do ano passado, houve melhora nas condições: naquela ocasião, os juros foram de 7,5% ao ano, com spread de 252,7 pontos-base.

Demanda

A operação registrou demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens alcançando cerca de US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 60 bilhões). Para o Global 2036, o montante captado foi o maior da história para títulos internacionais brasileiros de dez anos.

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Em nota, o Tesouro afirmou que os resultados refletem “a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira”, destacando o elevado volume e os spreads considerados competitivos.

A emissão foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo, e os recursos serão incorporados às reservas internacionais em 19 de fevereiro.

Empresas ampliam captação externa

O movimento do governo ocorre em um contexto de forte presença de empresas brasileiras no mercado internacional de dívida. Nos últimos meses, para se ter uma ideia, destas, quatro grandes companhias levantaram juntas US$ 3,375 bilhões (cerca de R$ 16,9 bilhões) em emissões externas.

A Sabesp captou US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões) com a emissão de Blue Senior Notes no mercado internacional em 2025.

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O BTG Pactual captou US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,75 bilhões) com a emissão de bonds de cinco anos no mercado internacional.

Já o Bradesco levantou outros US$ 750 milhões (cerca de R$ 3,75 bilhões) também por meio de bonds com prazo de cinco anos, reforçando sua estratégia de diversificação de funding em moeda estrangeira.

O conjunto dessas operações evidencia que, além do governo federal, grandes empresas brasileiras seguem encontrando liquidez no exterior, aproveitando janelas de mercado e o apetite de investidores internacionais por ativos do país – o que, em boa parte, explica os recentes recordes da Ibovespa B3, por exemplo.

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