Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Análise: O retorno de Buffett à mídia com R$ 1,8 bilhão investidos no New York Times
Publicado 18/02/2026 • 22:12 | Atualizado há 4 horas
Amazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado durante sequência histórica de quedas; entenda o porquê
Thomas Pritzker deixa a presidência do conselho da Hyatt após laços com Jeffrey Epstein
Adani, da Índia, vai investir US$ 100 bilhões em data centers de IA na próxima década
Apple desafia YouTube e Spotify com nova aposta em podcasts em vídeo
Veja quanto os atletas ganham por medalha nas Olimpíadas de Inverno de 2026
Publicado 18/02/2026 • 22:12 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A Warren Buffett voltou a movimentar o mercado ao direcionar um novo investimento de aproximadamente USS 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) no setor de mídia, surpreendendo analistas e sinalizando uma mudança estratégica relevante nos últimos movimentos sob sua liderança.
A operação foi realizada pela Berkshire Hathaway, que adquiriu participação na The New York Times Company no quarto trimestre de 2025, conforme informações encaminhadas à Securities and Exchange Commission (SEC). O aporte marcou o retorno do conglomerado ao segmento de mídia, do qual havia se afastado em 2020.
O investimento ocorreu ainda sob o comando executivo de Buffett, que deixou o cargo de CEO no início de 2026, permanecendo como presidente do conselho. A decisão reflete uma inflexão em relação aos anos recentes, quando a Berkshire concentrou alocações principalmente em energia, seguros e tecnologia.
O movimento segue fielmente a filosofia clássica de Buffett, baseada no value investing – estratégia que prioriza análise profunda de fundamentos financeiros, governança, qualidade da gestão e geração consistente de caixa, em vez de tendências momentâneas de mercado.
Leia também: Empresa de Buffett investe US$ 350 mi em jornal americano e sacode mercado
Dentro dessa abordagem, o investidor não busca setores “da moda”, mas empresas com modelos resilientes, previsibilidade de receitas e valuation considerado atrativo após escrutínio detalhado de balanços e indicadores operacionais.
Foi exatamente esse racional que levou ao investimento no New York Times. Embora pertença a um setor tradicionalmente pressionado pela digitalização, a companhia registrou crescimento de cerca de 9% no último ano, sustentada por um modelo robusto de assinaturas digitais.
Hoje, o grupo é considerado a maior operação jornalística baseada em subscriptions do mundo, com aproximadamente 12 milhões de assinantes — um número que transformou a empresa em referência global na monetização de conteúdo digital.
O sucesso atual está diretamente ligado à adoção precoce do paywall, sistema que restringe o acesso integral ao conteúdo mediante pagamento. Quando implementada, a estratégia foi amplamente questionada por contrariar a lógica dominante da internet aberta e gratuita.
Leia também: Sucessor de Warren Buffett avalia vender 325 milhões de ações da Kraft Heinz; entenda o plano
Com o tempo, porém, o modelo se mostrou vencedor. Enquanto muitos veículos demoraram a migrar e perderam receitas relevantes, o New York Times consolidou uma base fiel de leitores pagantes e construiu uma estrutura menos dependente de publicidade.
O caso acabou influenciando empresas jornalísticas no mundo todo – incluindo títulos como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo – a adotarem estratégias semelhantes anos depois.
O aporte também ocorre em paralelo a uma reorganização relevante do portfólio da Berkshire Hathaway. Nos últimos anos, Buffett reduziu participação em gigantes de tecnologia, entre elas a Apple, avaliando que os papéis haviam atingido patamares elevados de preço.
Ao mesmo tempo, ampliou investimentos em negócios com características consideradas mais previsíveis ou subavaliadas, como a rede Domino’s Pizza, a petroleira Chevron – a única grande empresa americana ainda presente na Venezuela – e a empresa de rádio por satélite Sirius XM.
Leia também: Warren Buffett revela a principal qualidade que usa para avaliar as pessoas
A diversificação reforça a ideia de que Buffett não segue modismos setoriais, mas oportunidades específicas identificadas a partir de fundamentos econômicos.
Para parte do mercado, essas movimentações podem representar uma espécie de swan song – expressão usada para descrever o último grande ciclo de decisões de um líder histórico antes da transição definitiva de comando.
Mesmo afastando-se da gestão executiva, Buffett deixa sinais claros de sua visão: negócios tradicionais podem continuar altamente lucrativos quando combinam marca forte, receita recorrente e disciplina financeira.
O investimento no New York Times, portanto, vai além de uma simples aposta em mídia. Ele simboliza a validação de um modelo de jornalismo pago, baseado em credibilidade e curadoria, justamente em um momento em que a abundância de informação aumenta o valor de conteúdo confiável.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
2
Quanto custa um desfile campeão? Veja quanto escolas receberam da Prefeitura em 2026
3
Bracell acelera planos de expansão no Brasil com fábrica de R$ 25 bilhões no Mato Grosso do Sul
4
De Banco Voiter a Banco Pleno: entenda a troca de comando e a prisão do controlador
5
Empresa de Buffett investe US$ 350 mi em jornal americano e sacode mercado