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O que é a Seção 122, usada por Trump para impor tarifa de 10%

Publicado 24/02/2026 • 19:53 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que Donald Trump não pode utilizar a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) para impor tarifas de importação.
  • Agora, o regimento utilizado para justificar a imposição é a Seção 122.
  • Essa será a primeira vez que a seção 122 é invocada. Segundo a Câmara de Comércio, ela nunca foi utilizada antes porque foi pautada no câmbio fixo. No entanto, em 1973, os Estados Unidos optaram pelo câmbio flutuante, então as tarifas para a balança de pagamentos já não eram necessárias.
Estados Unidos e a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974

Foto: Unsplash.

O que é a Seção 122, usada por Trump para impor tarifa de 10%

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que Donald Trump não pode utilizar a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) para impor tarifas de importação amplas de forma unilateral. Até então, o presidente contava com a lei de emergência para justificar a imposição tarifária. Agora, o regimento utilizado para justificar a imposição é a Seção 122.

Conforme noticiado anteriormente, os ministros da Corte deliberaram que medidas de alto impacto econômico exigem autorização do Congresso. Além disso, o Artigo I da Constituição dos EUA define que é responsabilidade do Legislativo instituir e arrecadar impostos – incluindo as tarifas alfandegárias. 

Para burlar a derrota, o presidente anunciou uma tarifa global de 10%, que posteriormente pode virar de 15%, baseada na Seção 122.

Mas, o que a Seção 122 significa?

Leia também: Tarifas nos EUA: quais são os próximos passos após decisão da Suprema Corte?

Donald Trump e a Seção 122

A Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos é uma das vias pelas quais Donald Trump pode aplicar tarifas de importação. 

Nesse sentido, a seção estabelece sobretaxas temporárias de até 15% ou cotas por até 150 dias. Entretanto, segundo a Câmara Americana de Comércio na Suécia (Amcham Sweden), ela existe para responder a cenários de problemas fundamentais de pagamentos internacionais, como:

  • grave déficit na balança de pagamentos;
  • ou desvalorização rápida do dólar.

Ou seja, trata-se de uma medida de curto prazo para estabilizar o dólar e não serve como política protecionista de longo prazo, conforme a Amcham Sweden. 

Leia também: Bolsas da Europa fecham sem coesão em meio a reações a tarifas dos EUA e geopolítica

Primeira vez

Além disso, essa será a primeira vez que a seção 122 é invocada. Segundo a Câmara de Comércio, ela nunca foi utilizada antes porque foi pautada no câmbio fixo. No entanto, em 1973, os Estados Unidos optaram pelo câmbio flutuante, então as tarifas para a balança de pagamentos já não eram necessárias. 

Em geral, os EUA contavam com políticas monetárias e fiscais para gerenciar desequilíbrios internos. 

Embora seja legalmente possível, a Seção 122 é interpretada como restrição comercial e deveria ser utilizada apenas em caso de disputa comercial desleal ou ameaça à segurança dos EUA. 

Ainda segundo a Amcham Sweden, como a Seção 122 existe para situações de emergência, existe a brecha de questionamento sobre a validade do uso dela. 

Mas, se concebida, os exportadores devem enfrentar aumento de tarifas em todas as categorias de produtos. Na prática, os custos aumentam e o planejamento da cadeia de suprimentos ganha uma nova complexidade.

Resposta dos países

Segundo a Reuters, na última segunda-feira (23), Donald Trump alertou que os países não abandonem acordos previamente firmados com os EUA. No contrário, ele aplicaria tarifas mais altas, com base em outras leis. 

Em resposta à Seção 122, o Japão informou ter solicitado aos EUA a garantia de um tratamento favorável, com base em acordo feito anteriormente. Seguindo essa mesma postura, estão a União Europeia, Taiwan e Reino Unido. Enquanto isso, a China sinalizou que está aberta para outra tentativa de negociação com o país.

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