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Ibovespa B3 renova recorde de fechamento ultrapassando os 191 mil pontos
Publicado 24/02/2026 • 18:08 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 24/02/2026 • 18:08 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
Montagem/Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
Ibovespa B3 quebra recordes históricos
O Ibovespa B3, principal índice da bolsa brasileira, renovou recorde de fechamento, ao encerrar o pregão em alta de 1,40% aos 191.490 pontos.
O índice foi impulsionado principalmente pela tarifa temporária de 10% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abaixo do mercado que já contava com os 15%.
A última vez que o Ibovespa tinha batido um recorde foi no dia 20 de fevereiro, ao conquistar o patamar de 190.534 pontos.
| Índice | Pontos no fechamento |
| 24 de fevereiro de 2026 | 191,490 |
| 20 de fevereiro de 2026 | 190,534 |
| 11 de fevereiro de 2026 | 189,699 |
Fonte: TradeMap e B3
Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, apontou que o pregão de hoje deixou uma mensagem muito clara: o mercado brasileiro está sendo comprado. “A sensação que tive ao acompanhar o movimento foi de um mercado mais confiante, com o investidor global voltando a olhar para o Brasil com menos resistência do que nas últimas semanas”, disse.
Para Beny Fard, especialista em investimentos, o cenário de recordes pede cautela, pois a Casa Branca sinalizou que Donald Trump ainda pode buscar elevar as tarifas para 15%, e com o Ibovespa acumulando cerca de 17% no ano, boa parte do rali já pode ter feito preço, tornando a seletividade de ativos o diferencial decisivo daqui para frente.
Já Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, destaca que o pronunciamento do presidente americano Trump, agendado para hoje à noite, traz um componente especial de cautela para o mercado americano, que segue diversificando e alocando em ativos brasileiros.
“Parece que o tempo nublado das indefinições de EUA, Europa, Irã, Rússia e China, não chegou no Brasil, que tem se firmado como um dos destinos favoritos do capital estrangeiro, a pergunta é:
Até quando? Porque embora estejamos animados, não temos uma realização robusta há meses”, pontua Sant’Anna.
Ângelo Belitardo, diretor de investimentos da Hike Capital, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que as empresas brasileiras na bolsa tem se beneficiado da desalavancagem e Selic recuando.
O especialista destacou que o setor de transportes tem sido o grande protagonista do mercado nos últimos meses. “Essas empresas passaram por um ciclo intensivo de crescimento enquanto a taxa de juros subia até 15% no começo de 2025, e agora entraram em um momento positivo de redução no endividamento e crescimento na receita resiliente”, explicou.
De acordo com o diretor da Hike Capital, a infraestrutura logística é fundamental para sustentar a demanda de novos polos tecnológicos. “Hoje vemos uma corrida global para ampliar a capacidade energética para atender a inteligência artificial, o que exige muito do setor de transportes, além da necessidade de ampliação na armazenagem para as exportações brasileiras”, afirmou.
O cenário macroeconômico, com o dólar cotado a R$ 5,16, também favorece companhias que dependem de insumos externos para operar. “Um dólar enfraquecido globalmente e combustíveis mais baratos criam um ambiente muito promissor para o segmento de transportes e infraestrutura, que possuem receitas recorrentes e margens altas”.
Apesar do entusiasmo com o índice, o especialista recomenda cautela e análise criteriosa dos ativos em carteira devido ao cenário político. “Em um ambiente de grandes incertezas comum em ano eleitoral, a seletividade é imprescindível. Muitas empresas ainda não conseguem ser lucrativas com a Selic acima de 10%, por isso é necessário buscar previsibilidade nos balanços”.
Ângelo Belitardo reforçou que grandes gestoras globais já apontam o Brasil como o destino preferencial para capital estrangeiro voltado à infraestrutura neste momento de transição econômica.
Segundo Fernando Marx, contribuidor do TC, o Ibovespa está tendo um desempenho histórico em 2026, considerando os dois primeiros meses. “Mas essa boa performance é um movimento mais para fora do que para dentro”, pontua.
Na visão do especialista, todos os principais índices acionários da América Latina estão com um desempenho estelar no ano na medida em que o mercado busca mais exposição em economia real e menos em tecnologia, SaaS e derivados. Consequência de dois pontos: dólar fraco estruturalmente (DXY) e certo ceticismo com o ecossistema de inteligência artificial.
“Consequentemente, não podemos dizer mais que o Ibovespa está barato”, destaca Marx. Para o especialista do TC, o preço sobre lucro (P/L) da bolsa brasileira já está próximo da média histórica, de 11 vezes, entretanto ao comparar com o juro real de longo prazo, é possível concluir que o Ibovespa ficou caro.
Entre os papéis mais negociados Raízen (RAIZ4) saltou 3,17%, fechando cotada a R$ 0,65, seguida de Marfrig (MBRF3) que subiu 4,66%, a R$ 20,44.
Petrobras também sustentou ganhos com alta de 2,54%, cotada a R$ 39,57. A Petroleira se tornou a empresa mais valiosa da América Latina, ao atingir valor de mercado de US$ 100,9 bilhões, destronando o Mercado Livre.
A holding Itaúsa (ITSA4) também apresentou ganhos de 1,71%, fechando cotada a R$ 14,84.
Na contramão, Minerva (BEEF3) recuou 2,54%, cotada a R$ 39,57.
Entre as maiores altas do Ibovespa, a resseguradora IRB (IRBR3) se destaca com alta de 7,26%, seguida pela Natura que subiu 6,40% e a Vamos (VAMO3) com avanço de 6,40%.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| IRB | IRBR3 | 7.26 | R$ 64.25 |
| Natura | NATU3 | 6.40 | R$ 9.98 |
| Vamos | VAMO3 | 6.40 | R$ 4.82 |
| Yduqs | YDUQ3 | 6.16 | R$ 13.96 |
| Assaí | ASAI3 | 5.61 | R$ 9.79 |
| Vivara | VIVA3 | 5.46 | R$ 31.90 |
| Hapvida | HAPV3 | 5.22 | R$ 10.49 |
| Marfrig | MBRF3 | 4.66 | R$ 20.44 |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | 3.99 | R$ 3.13 |
| PetroRecôncavo | RECV3 | 3.54 | R$ 11.99 |
Fonte: TradeMap e B3
Já entre as baixas, Minerva (BEEF3) puxou as quedas recuando 4,43%. Apresentaram baixa também Copasa (CSMG3) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) que desvalorizam 2,84% e 2,46%, respectivamente. A Gerdau Metalúrgica divulgou ontem o seu balanço do quarto trimestre de 2025.
“Gerdau foi impactada com um balanço mais fraco do que esperado pelo mercado, o que contaminou a holding Gerdau Metalúrgica. Já Minerva teve a maior queda no pregão de hoje com algumas casas de research alterando a sua recomendação de compra para neutro”, explicou Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Minerva | BEEF3 | -4.43 | R$ 5.39 |
| Copasa | CSMG3 | -2.84 | R$ 57.22 |
| Gerdau Metalúrgica | GOAU4 | -2.46 | R$ 9.50 |
| Magalu | MGLU3 | -2.31 | R$ 10.13 |
| Gerdau | GGBR4 | -2.22 | R$ 21.13 |
| C&A Modas | CEAB3 | -1.79 | R$ 12.65 |
| Weg | WEGE3 | -1.08 | R$ 51.41 |
| Cury | CURY3 | -0.99 | R$ 39.95 |
| Direcional | DIRR3 | -0.54 | R$ 16.49 |
| Rede D’Or | RDOR3 | -0.21 | R$ 43.47 |
Fonte: TradeMap e B3
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