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Petróleo fecha em alta com aproximação de prazo de Trump e ausência de acordo com Irã
Publicado 27/02/2026 • 17:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/02/2026 • 17:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira (27) em alta, impulsionados pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela proximidade do prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para um eventual acordo. A falta de avanços diplomáticos em Genebra elevou os prêmios de risco, diante da possibilidade de uma escalada militar nos próximos dias.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para abril avançou 2,77%, com ganho de US$ 1,81 (R$ 9,27), encerrando a US$ 67,02 (R$ 343,14) o barril.
Já o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 2,86%, alta de US$ 2,03 (R$ 10,39), para US$ 72,87 (R$ 373,09) o barril.
No acumulado da semana, o WTI registrou ganho de 0,81%, enquanto o Brent avançou 2,2%, refletindo o aumento das incertezas no cenário internacional.
Segundo Bruno Cordeiro, especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, o movimento reflete o temor de que um eventual conflito comprometa o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quarto do petróleo mundial. De acordo com ele, o prêmio de risco voltou a subir após a commodity devolver parte dos ganhos observados na véspera.
No dia 19, Trump advertiu que, se não houver acerto em “10 a 15 dias”, “coisas ruins” poderão acontecer – declaração que intensificou os receios no mercado. Nesta sexta-feira, o presidente afirmou que ainda não tomou uma decisão, mas sinalizou que a opção militar permanece sobre a mesa.
Questionado sobre o uso da força, Trump declarou: “eu não quero, mas às vezes é preciso”. Ao comentar a possibilidade de um conflito mais amplo, afirmou que “sempre há risco” e reiterou que o Irã “não pode ter arma nuclear”.
Em meio à escalada de tensão, o Departamento de Estado dos EUA ordenou a retirada de funcionários não essenciais e familiares da Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, e no Kuwait, reforçando a percepção de risco geopolítico.
Além da questão envolvendo Irã e EUA, investidores acompanham a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), prevista para domingo, em busca de sinais sobre os próximos passos da política de produção.
Nos Estados Unidos, o número de poços e plataformas em operação caiu 2 na semana, totalizando 407, segundo dados da Baker Hughes, indicador monitorado de perto pelo mercado por sinalizar o ritmo da oferta futura.
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