Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Calendário econômico: PIB no Brasil e mercado de trabalho nos EUA no radar da primeira semana de março
Publicado 27/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
Diretor de veículos elétricos deixa Ford em meio à reestruturação
Spirit Airlines pode entrar em liquidação nesta semana, segundo fontes
Presidente da FIFA afirma que seleção iraniana “com certeza” estará na Copa
Morgan Stanley supera estimativas com receita de trading US$ 1 bilhão acima do esperado
Ações da Snap saltam 11% após plano de cortar 16% da força de trabalho com foco em eficiência via IA
Publicado 27/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Bolsa de valores
Pixabay
A próxima semana reúne eventos que podem redefinir expectativas para juros, câmbio e bolsa. O mercado entra no período com postura mais cautelosa diante da divulgação do PIB brasileiro, da bateria de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, da reunião da Opep+ e do balanço da Petrobras.
Confira as principais agendas.
Por aqui, o principal evento local acontece na terça-feira (3), com a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre e do consolidado de 2025 pelo IBGE. As prévias indicam crescimento entre 2,2% e 2,5% no acumulado do ano, mas com perda de tração em relação a 2024.
Para Leandro Manzoni, analista de economia do Infoeconomics, o número será determinante para a precificação de ativos. “Se o PIB vier acima do consenso, pode elevar juros futuros, pressionar o Ibovespa e influenciar o dólar. Se vier abaixo, reforça cortes maiores e favorece bolsa e juros.”
Também na terça-feira (3) sai o Caged de janeiro. Já na quinta-feira (5), o IBGE divulga a taxa de desemprego do trimestre encerrado em janeiro.
Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, a combinação de dados domésticos deixa naturalmente o investidor mais defensivo. “É uma daquelas semanas em que o mercado prefere observar antes de se comprometer.”
Segundo ele, o PIB tende a recalibrar o risco local, enquanto emprego e massa salarial ajudam a projetar consumo, atividade e dinâmica de juros ao longo dos próximos meses.
Na quinta-feira (5), após o fechamento do mercado, a Petrobras divulga o balanço do quarto trimestre de 2025. O resultado pode ampliar movimentos nas ações da companhia e influenciar o Ibovespa B3, pelo forte peso da petroleira na carteira do índice.
Leia também:
No Brasil, serão divulgadas a balança comercial de fevereiro e a taxa de desemprego do trimestre encerrado em janeiro. André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, projeta que a taxa de desemprego deve subir de 5,1% para 5,5% na primeira leitura do ano.
“Apesar da elevação da desocupação, o movimento tem natureza sazonal e é amplamente esperado
pelo mercado, não sugerindo, neste momento, deterioração adicional das condições do
mercado de trabalho brasileiro”, avalia.
Segundo Galhardo Nesse contexto, ainda que a taxa de desocupação aumente no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026, não há preocupações adicionais relevantes.
Em relação a balança comercial brasileira, a projeção da consultoria Análise Econômica é de superávit de US$4,5 bilhões em fevereiro, após saldo positivo de US$4,3 bilhões em janeiro. O resultado tende a ser favorecido pela desaceleração das importações.
No exterior, a semana começa com o ISM manufatureiro na segunda-feira (2). Na quarta-feira (4), saem o ADP e o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na quinta-feira (5), o mercado acompanha pedidos de seguro-desemprego e o relatório da Challenger sobre demissões.
O foco, porém, está no payroll de fevereiro, divulgado na sexta-feira (6).
Para Manzoni, o dado americano será o principal balizador para as expectativas de corte de juros pelo Fed. “O mercado de trabalho americano segue sendo o divisor de águas para as expectativas de corte do Fed.”
Já Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, avalia que o dado pode definir o tom para ativos brasileiros. Se o número vier mais fraco que o consenso, o cenário tende a favorecer emergentes, com dólar mais fraco e alívio na curva de juros. Se vier forte, pode reforçar a tese de juros elevados por mais tempo nos EUA e pressionar o real.
Antes mesmo da abertura dos mercados, a Opep+ se reúne no domingo (1º) para decidir sobre a produção de abril. Com o Brent acima de US$ 70, a decisão pode mexer com expectativas inflacionárias.
Para Uarian, a sinalização da Opep+ pode aliviar ou intensificar a pressão sobre combustíveis e influenciar o tom do Copom nas próximas reuniões.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BTG vendeu R$ 6,7 bi em CDBs do Master, sumiu no escândalo e agora caso está na Justiça
2
Naming rights do Allianz Parque darão ao Nubank mídia paga por concorrentes
3
O Boticário supera Natura em perfumaria, maquiagem e skincare; GMV soma R$ 38 bi em 2025; veja os dados
4
Raízen intensifica negociações com credores após reuniões em NY e discute mudanças na gestão
5
Sam Altman, por quem mais o conhece: “brilhante, mentiroso e não confiável”; quem vai frear o homem mais poderoso da IA?