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Da aliança estratégica à guerra declarada; entenda o histórico de conflitos entre EUA e Irã
Publicado 28/02/2026 • 10:40 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 28/02/2026 • 10:40 | Atualizado há 3 horas
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Foto: RS/via Fotos Públicas
Da aliança estratégica à guerra declarada; entenda o histórico de conflitos entre EUA e Irã
As relações entre Estados Unidos e Irã atravessam mais de sete décadas de tensão, rupturas diplomáticas, embates indiretos e disputas em torno do programa nuclear iraniano.
O relacionamento, que já foi próximo durante o regime do xá, transformou-se em uma rivalidade estratégica que influencia até hoje o equilíbrio de poder no Oriente Médio.
Em 1953, o primeiro-ministro iraniano Mohammad Mossadegh foi afastado do cargo após tentar colocar a indústria petrolífera sob controle nacional. A ação contou com apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido e levou à consolidação do poder do xá Mohammad Reza Pahlavi, que manteve estreita cooperação com Washington por mais de duas décadas.
Nos anos seguintes, Washington e Teerã estreitaram laços políticos e militares. Em 1957, dentro da iniciativa “Átomos para a Paz”, lançada pelo presidente Dwight D. Eisenhower, os dois países firmaram um acordo de cooperação nuclear para fins civis. A cooperação técnica daquela época é apontada como a origem da infraestrutura nuclear iraniana que se tornaria foco de tensão no século XXI.
O cenário mudou radicalmente em 1979. Protestos populares e insatisfação com o autoritarismo do xá culminaram na Revolução Islâmica, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. O novo regime rompeu com a orientação pró-Ocidente e passou a adotar um discurso fortemente crítico aos Estados Unidos.
Pouco depois, estudantes iranianos ocuparam a embaixada americana em Teerã e mantiveram 52 diplomatas e funcionários como reféns por 444 dias. O episódio levou Washington a cortar relações diplomáticas e impor sanções econômicas, estabelecendo um clima de hostilidade que perdura até hoje.
Entre 1980 e 1988, o Irã enfrentou o Iraque de Saddam Hussein em um conflito devastador. Embora não tenham entrado formalmente na guerra, os Estados Unidos ofereceram respaldo ao governo iraquiano, aprofundando a desconfiança de Teerã.
Em 1984, o então presidente Ronald Reagan incluiu o Irã na lista de países patrocinadores do terrorismo, após atentados no Líbano atribuídos ao Hezbollah. O relacionamento ficou ainda mais delicado quando veio à tona o escândalo conhecido como Caso Irã-Contras, revelando negociações secretas envolvendo armas e libertação de reféns.
Outro episódio marcante ocorreu em 1988, quando um cruzador americano derrubou por engano um avião comercial iraniano sobre o Golfo Pérsico, matando 290 pessoas.
Durante a década de 1990, o governo de Bill Clinton ampliou as restrições econômicas contra o Irã, citando preocupações com o avanço nuclear e o apoio a grupos armados na região.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o presidente George W. Bush classificou o Irã como parte do chamado “Eixo do Mal”, ao lado do Iraque e da Coreia do Norte. A retórica endurecida reforçou o isolamento diplomático e intensificou as sanções.
Uma tentativa de distensão ocorreu durante o governo de Barack Obama. Em 2015, foi firmado o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), acordo que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do alívio de sanções. A iniciativa contou com a participação de potências como China, Rússia, França, Alemanha e Reino Unido.
No entanto, em 2018, o então presidente Donald Trump retirou unilateralmente os Estados Unidos do pacto e restabeleceu medidas punitivas contra Teerã. O Irã, por sua vez, passou a reduzir o cumprimento das restrições nucleares previstas no acordo.
Em 2020, um ataque americano matou o general Qassem Soleimani, figura central da política militar iraniana. O episódio elevou o risco de confronto direto, mas a escalada foi contida após respostas limitadas de ambos os lados.
Após anos de tensão acumulada, 2025 marcou um dos momentos mais delicados da rivalidade. Em junho, uma ofensiva israelense contra alvos estratégicos em território iraniano desencadeou uma sequência de ataques e contra-ataques. O conflito, que durou menos de duas semanas, envolveu mísseis, drones e bombardeios aéreos, elevando o temor de uma guerra regional de grandes proporções.
No auge da crise, os Estados Unidos decidiram agir diretamente contra instalações nucleares iranianas. Bombardeiros estratégicos e mísseis de longo alcance atingiram complexos subterrâneos associados ao programa atômico do país. Washington afirmou que a operação tinha como objetivo neutralizar riscos iminentes e proteger aliados na região.
Teerã reconheceu danos em suas estruturas, mas prometeu responder. A escalada só foi interrompida após um cessar-fogo anunciado dias depois, encerrando o que analistas passaram a chamar de “guerra de 12 dias”.
O episódio interrompeu negociações que vinham ocorrendo de forma indireta sobre o futuro do programa nuclear. A Agência Internacional de Energia Atômica voltou ao centro do debate, com discussões sobre inspeções e níveis de enriquecimento de urânio.
No segundo semestre, a União Europeia acionou mecanismos previstos no acordo nuclear de 2015 para restaurar sanções suspensas anteriormente. O gesto foi contestado por Teerã, que questionou a legitimidade da medida e alertou para novos passos em resposta.
O início de 2026 foi marcado por instabilidade doméstica no Irã. A economia enfrentou forte desvalorização da moeda e aumento da inflação, impulsionados pelas sanções e pela incerteza política. Protestos começaram em centros comerciais de Teerã e se espalharam para outras cidades, ampliando a crise interna.
Enquanto isso, o governo americano reforçou sua presença militar no Oriente Médio, descrevendo o movimento como preventivo. Declarações públicas do presidente americano incentivaram manifestações no Irã, aumentando a retórica entre os dois países.
Em paralelo, surgiram novos episódios de atrito no Golfo, incluindo incidentes envolvendo drones e embarcações militares. Ainda assim, canais diplomáticos não foram completamente fechados.
As negociações foram retomadas em Omã, tradicional mediador entre Washington e Teerã. As conversas buscaram estabelecer limites claros para o programa nuclear iraniano e discutir possíveis flexibilizações de sanções. Apesar do ambiente carregado, o diálogo indicou que ambos os lados tentam evitar uma guerra de maior escala.
Neste sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram um ataque conjunto contra o Irã. A operação, denominada “Fúria Épica”, foi confirmada pelo presidente Donald Trump e deve durar vários dias. O objetivo declarado é destruir o aparato militar iraniano após o fracasso de negociações diplomáticas.
Relatos indicam que o território iraniano está sendo amplamente atingido, com explosões confirmadas em pontos estratégicos de Teerã, Isfahan e Karaj. Enquanto o exército israelense afirma ter focado em dezenas de alvos militares, o governo iraniano já iniciou manobras de retaliação.
No solo, a capital Teerã enfrenta um cenário de pânico e incerteza, com grandes colunas de fumaça visíveis no centro da cidade, filas extensas em postos de combustível e civis tentando deixar a região por medo de cortes nos serviços de comunicação e internet.
Com informações da Aljazeera e Agência Anadolu (AA)
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