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Fechamento do Estreito de Ormuz deve causar ‘aumento significativo’ nos preços do petróleo, avalia ex-embaixador
Publicado 01/03/2026 • 15:57 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 01/03/2026 • 15:57 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
A morte do aiatolá Ali Khamenei e a escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel inauguram uma nova fase de incerteza política, com possíveis desdobramentos regionais e impactos diretos sobre os mercados globais.
Para discutir estes cenários, o ex-embaixador em Washington e Londres e presidente do Irice, Rubens Barbosa, fala em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo a análise do embaixador, ainda é cedo para realizar uma análise completa, pois a repercussão interna à morte do líder iraniano é um fator importante para a definição da escalada do conflito.
Sobre os desdobramentos econômicos do ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã, Barbosa aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz terá um impacto “muito grande” e que já podemos esperar um “aumento significativo do preço do petróleo”, na segunda-feira (2), além de “consequências e impactos em outros mercados ao redor do mundo”.
“Na questão do petróleo, se o Estreito de Ormuz efetivamente foi fechado, como está sendo dito, isso vai ser um impacto muito grande sobre os países do Golfo também, que exportam petróleo por ali. E a China, que recebe o petróleo que vem dali”, explicou ele.
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Neste domingo (1), o Irã voltou a atacar bases americanas nos países do Golfo como retaliação, inclusive atingindo lugares próximos a Jerusalém. Outra grande preocupação, neste momento, é a possibilidade de o Irã ou dos Estados Unidos declararem uma guerra.
O ex-embaixador aponta que esta possibilidade é pouco provável. Do lado iraniano, Barbosa aponta que o país se encontra “isolado”, já que nenhuma outra nação se mostrou disposta a entrar em uma guerra com ele. Além disso, a facilidade com que a maioria dos mísseis iranianos foi interceptada pelos países-alvo mostra que não sabemos a real capacidade de resistência do Irã.
“Aparentemente, isso não vai durar muitos dias, porque se é verdade tudo o que está sendo veiculado aqui no Ocidente, as defesas estratégicas militares do Irã foram destruídas, uma boa parte dos mísseis foi destruída.”
Já do lado dos Estados Unidos também, ele aponta não haver “muito apetite para continuar por muito tempo essa guerra”. Do ponto de vista do governo norte-americano, estes são apenas ataques pontuais, mas se houvesse a possibilidade de uma guerra, o Congresso começaria a reagir, já que sua aprovação seria necessária.
“Vai ser por poucos dias [o conflito], não vai haver uma extensão maior, porque o Irã está sozinho e não tem uma capacidade militar que possa enfrentar o Israel e os Estados Unidos”.
Além disso, o ex-embaixador apontou que a ida do embaixador do Irã à Araábia Saudita é apenas uma visita diplomática para o país poder explicar que os ataques realizados, que inclusive atingiram áreas civis, não foram intencionais e apenas queriam acertar as bases americanas, e que não deve gerar preocupações de conflitos entre os países.
O presidente Trump também reagiu aos ataques iranianos afirmando que, se o país continuar a atacar as bases norte-americanas e seguir com sua ameaça de atacar mais forte do que jamais atacou antes, os Estados Unidos os atingirão “com uma força nunca vista antes”.
“Eu não acredito que ele vai mandar tropas para o Irã. Ele vai continuar esses ataques pontuais e, segundo eles, com objetivos militares para destruir as bases da Guarda Revolucionária, que é o poder maior dentro do Irã hoje. Então, por isso que eu digo, nós não temos todas as informações para poder avaliar a extensão da reação iraniana e de por quanto tempo, os Estados Unidos poderão continuar a atacar”, finalizou ele.
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