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Ataques no Oriente Médio elevam incerteza global e pressionam mercados
Publicado 01/03/2026 • 17:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/03/2026 • 17:22 | Atualizado há 2 meses
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A escalada do conflito no Oriente Médio após ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã deve provocar uma queda imediata nas bolsas asiáticas e incerteza global, disse Vinícius Guilherme Rodrigues Vieira, professor da FAAP e FGV, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o cenário para a abertura dos mercados é de forte instabilidade em função das rotas comerciais: “As bolsas nesta madrugada devem entrar em viés de baixa no mundo asiático. Na Europa e nos Estados Unidos, a questão é mais complexa, pois pode haver um fluxo de investidores buscando ativos relativamente mais seguros, por mais que a dívida pública nesses contextos esteja elevada”.
Sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o especialista previu que o impacto nos preços chegará gradualmente ao consumidor: “O efeito para o consumidor final talvez não seja sentido no intervalo de 15 dias a um mês ao redor do mundo, mas teremos, sem dúvida, um aumento da cotação do petróleo bruto no mercado futuro. Países como a China devem lançar mão de reservas estratégicas para mitigar o efeito”.
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Vinícius explicou que o setor de defesa é o principal beneficiário direto da atual conjuntura geopolítica: “Se há um mercado específico que se beneficia dessa corrida armamentista, é o mercado militar. O gasto militar está aumentando ao redor do mundo em função desse conflito, independentemente do resultado e de quem vai vencer, o que movimenta as empresas de capital aberto do setor”.
Em relação ao Brasil, o professor acredita que o distanciamento geográfico pode atuar como um amortecedor para a economia local: “O Brasil e a América do Sul podem ser vistos como uma espécie de paraíso, de safe haven, nesse contexto de instabilidade. Estamos distantes desse espaço geopolítico e podemos inclusive atrair alguns investimentos que fogem das áreas de conflito na Ásia e no Oriente Médio”.
Por fim, o acadêmico alertou para os riscos estratégicos da postura adotada pelo governo americano no conflito: “O risco é Donald Trump colocar os Estados Unidos em mais um atoleiro, iniciando um processo de difícil conclusão onde, para terminar o serviço, seriam necessários mais recursos e tropas. Se não concluírem, perdem reputação frente a potências como Rússia e China”.
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