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Irã pode ficar fora da Copa do Mundo após ataques dos EUA e Israel? Entenda
Publicado 02/03/2026 • 18:03 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/03/2026 • 18:03 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Getty Images
A escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já produz reflexos diretos no esporte internacional. Em meio a bombardeios e ataques retaliatórios, dirigentes esportivos passaram a revisar calendários, suspender partidas e avaliar riscos à segurança de atletas e torcedores.
A guerra levantou incertezas sobre a presença da seleção iraniana na próxima Copa do Mundo e provocou cancelamentos no futebol e no críquete em diferentes regiões.
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Segundo publicado pelo The Guardian, o presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã afirmou não haver garantias de que a seleção nacional dispute a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Segundo Mehdi Taj, o ambiente atual impede qualquer perspectiva otimista em relação ao torneio.
O Irã está no Grupo G e tem partidas programadas para Los Angeles, onde enfrentaria Nova Zelândia em 15 de junho e Bélgica em 21 de junho.
O último compromisso da fase de grupos seria contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com organização conjunta de Estados Unidos, Canadá e México.
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Além do conflito armado, pesa sobre o cenário a restrição de entrada de cidadãos iranianos nos Estados Unidos, imposta ainda na primeira fase do bloqueio migratório anunciado pelo governo de Donald Trump. A FIFA não comentou oficialmente a situação até o momento.
Segundo o Inside World Football, o governo de Donald Trump já havia imposto restrições à entrada de torcedores iranianos no país.
Em dezembro, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, entregou a Trump um prêmio da entidade. Agora, a realização de um Mundial com todas as seleções garantidas passa a depender da evolução do conflito.
Durante reunião da International Football Association Board, em Cardiff, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, afirmou que a entidade monitora a situação e mantém diálogo com os governos anfitriões. Segundo ele, o objetivo é assegurar uma competição segura com a presença de todas as seleções classificadas.

Caso o Irã decida se retirar da Copa do Mundo de 2026 ou seja impedido de participar, a situação teria impacto esportivo, financeiro e disciplinar. Os regulamentos da FIFA estabelecem punições claras para associações que desistirem da fase final do torneio.
De acordo com o artigo 6.2 do regulamento da Copa do Mundo de 2026, qualquer associação que abandone a competição até 30 dias antes da primeira partida da fase final poderá ser multada em pelo menos CHF (Franco Suiço) 250.000 (um pouco mais que R$ 16 mil), segundo publicado pelo The National.
Se a desistência ocorrer a menos de 30 dias do início do torneio, a multa mínima sobe para CHF 500.000, em média R$ 33 mil.
Além das penalidades financeiras, a federação que se retirar deverá devolver todos os valores recebidos para preparação da equipe e demais contribuições relacionadas ao torneio.

O comitê disciplinar ainda pode aplicar medidas adicionais, incluindo exclusão de futuras competições organizadas pela entidade.
Caso a retirada aconteça após o início do Mundial, os regulamentos permitem aplicar derrotas por 3 a 0 por WO. Se ocorrer no começo da fase de grupos, os resultados podem ser anulados. Uma vez iniciada a competição, nenhuma nova seleção é incluída, e o torneio segue com ajustes na classificação.
Se a desistência ocorrer antes do início da Copa, a FIFA pode indicar uma seleção substituta. Em geral, a reposição tende a respeitar a mesma confederação, neste caso a Confederação Asiática de Futebol, para manter o equilíbrio regional.
No entanto, essa escolha não é automática nem obrigatória e depende de decisão da própria entidade.
Entre as seleções que poderiam surgir como alternativa estão Emirados Árabes Unidos e Iraque, embora o cenário seja complexo.
O Iraque ainda depende de repescagem interconfederada marcada para 31 de março contra Suriname ou Bolívia. Caso avance, assegura sua vaga independentemente do Irã.
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Já os Emirados Árabes Unidos terminaram em terceiro lugar no grupo, atrás de Irã e Uzbequistão. Na fase seguinte, disputaram um quadrangular decisivo no Catar, venceram Omã na estreia, mas perderam para o anfitrião em confronto que valia classificação direta. Posteriormente, foram derrotados pelo Iraque na repescagem asiática.
Mesmo sendo a seleção asiática mais bem posicionada no ranking entre as que não se classificaram diretamente, não existe garantia de substituição automática.
O regulamento não determina critério obrigatório baseado apenas em colocação nas eliminatórias ou ranking.
Embora incomum, já houve casos de seleções que desistiram da Copa do Mundo. A edição de 1950, no Brasil, foi a mais afetada.
Turquia, Escócia e Índia se classificaram, mas abandonaram o torneio antes do início por questões financeiras e administrativas.
A FIFA tentou convidar Portugal para substituir a Turquia e depois a França, que também desistiu, mas o país recusou. O torneio acabou sendo disputado por 13 equipes, em vez das 16 previstas.
Em 1938, a Áustria se classificou, mas deixou a competição após a anexação do país pela Alemanha nazista. Naquela ocasião, não houve substituto, e a Suécia avançou automaticamente à fase seguinte.
A instabilidade regional também afetou o calendário no Oriente Médio. A Federação de Futebol do Catar anunciou a suspensão de todos os torneios e partidas por tempo indeterminado.
A decisão coloca em dúvida a final masculina entre Espanha e Argentina, marcada para 27 de março no Estádio Lusail, em Doha.
O confronto reuniria as atuais campeãs da Eurocopa e da Copa América, com presenças previstas de jogadores como Lamine Yamal e Lionel Messi. A palavra final sobre o adiamento cabe à UEFA e à CONMEBOL, organizadoras do evento.
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A Confederação Asiática de Futebol confirmou o adiamento de partidas da Liga dos Campeões da AFC. Entre os confrontos afetados estão Shabab Al Ahli Club contra Tractor e Al Duhail diante do Al Ahli da Arábia Saudita, além de jogos de outras competições continentais.
A entidade informou que monitora de perto os desdobramentos da guerra e reforçou que a prioridade é a segurança de atletas, comissões técnicas e torcedores.
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A situação também é acompanhada em relação à Copa Asiática Feminina, iniciada neste domingo na Austrália. A seleção feminina do Irã está concentrada em Gold Coast e recebe apoio da confederação.
A AFC confirmou, de acordo com o Inside World Football, que os confrontos de ida das oitavas de final da AFC Champions League Elite 2025-26 na Região Oeste, previstos para 2 e 3 de março, serão reagendados.
Entre os duelos afetados estavam Shabab Al Ahli contra Tractor FC, em Dubai, e Al Duhail diante do Al Ahli da Arábia Saudita, em Doha.
Também estavam programadas partidas entre Al Wahda e Al Ittihad, em Abu Dhabi, além de Al Sadd contra Al Hilal, na capital catariana. Os jogos da Região Leste, marcados para Austrália, Malásia e Coreia do Sul, seguem mantidos.
A decisão se estende ainda às quartas de final da AFC Champions League e da AFC Challenge League na Região Oeste.
Entre os confrontos adiados está o duelo entre Al Wasl e Al Nassr, equipe que conta com Cristiano Ronaldo, previsto para Dubai. Também foi suspensa a partida entre Al Ahli do Catar e Al Hussein, da Jordânia, em Doha.
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Com a guerra ainda em curso e sem perspectiva de cessar-fogo imediato, a participação do Irã na Copa do Mundo 2026 e a realização de jogos em diferentes países passam a depender da evolução dos acontecimentos nas próximas semanas.
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