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Ataques iniciais buscam pressionar Irã e indicam fragilidade do regime, avalia especialista

Publicado 02/03/2026 • 14:03 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A atual escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não representa o início de um novo conflito global, mas sim “um passo a mais” de um processo iniciado em 2023.
  • A avaliação da advogada e especialista em compliance Mônica Rosenberg.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (2), a ofensiva busca pressionar Teerã a negociar por meio de ataques estratégicos a lideranças e estruturas militares.

A atual escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não representa o início de um novo conflito global, mas sim “um passo a mais” de um processo iniciado em 2023. A avaliação da advogada e especialista em compliance Mônica Rosenberg.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (2), a especialista disse que a ofensiva busca pressionar Teerã a negociar por meio de ataques estratégicos a lideranças e estruturas militares. “A gente tem que lembrar que esse conflito não começou agora. É uma continuidade de um processo”, disse.

Leia também: EUA x Irã: quem são os principais políticos envolvidos no conflito armado

Trump e narrativa de guerra

Para a especialista, declarações públicas do presidente Donald Trump fazem parte da estratégia de conflito e também refletem características pessoais. “Ele é muito reativo, gosta de bater no peito e dizer que é o melhor.”

Ainda assim, ressalta que a comunicação agressiva ocorre dos dois lados: “Quem está acuado sempre diz que não está acontecendo nada. Os Estados Unidos dizem ‘estamos arrebentando’.”

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Rosenberg avalia que tanto Trump quanto Benjamin Netanyahu têm incentivos políticos internos para uma guerra curta. “São dois líderes que precisam que a guerra seja rápida, eficiente, que não custe muito dinheiro e tenha resultado positivo.”

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Queda do regime é “questão de tempo”

Rosenberg afirma que o cenário atual indica fragilidade estrutural do governo iraniano. “O regime do aiatolá vai cair, é uma questão de tempo.” Ela acrescenta que já há discussões sobre sucessores após relatos de morte do líder supremo Ali Khamenei.

Segundo ela, a pressão não virá apenas externamente. “Há uma ruptura clara entre o regime e o povo iraniano, que está nas ruas desde 28 de dezembro com 30 mil pessoas mortas. Haverá uma pressão de baixo para cima por uma solução.”

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