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Por que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso?

Publicado 04/03/2026 • 10:21 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, foi preso pela segunda vez na manhã desta quarta-feira (4).
  • A medida aconteceu em meio à terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que hoje cumpre quatro mandados de prisão preventiva e outros 15 mandados de busca e apreensão. 
  • A autorização para a prisão preventiva é do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) – novo relator do caso após a saída de Dias Toffoli, por possível envolvimento com Vorcaro. 

Foto: reprodução/Redes Sociais

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, foi preso pela segunda vez na manhã desta quarta-feira (4). A medida aconteceu em meio à terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que hoje cumpre quatro mandados de prisão preventiva e outros 15 mandados de busca e apreensão. 

A autorização para a prisão preventiva é do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) – novo relator do caso após a saída de Dias Toffoli, por possível envolvimento com Vorcaro. 

Leia também: Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em nova fase da Operação Compliance Zero

Por que a PF prendeu Daniel Vorcaro de novo?

De acordo com a Agência Brasil, a Polícia Federal (PF) prendeu Daniel Vorcaro pela segunda vez devido à possível prática de crimes de:

  • ameaça;
  • corrupção;
  • lavagem de dinheiro;
  • e invasão de dispositivos informáticos – praticados pela organização criminosa. 

Anteriormente, Vorcaro foi preso pela primeira vez em 2025 e teve seus aparelhos confiscados. Na época, ele ficou 11 dias preso durante a primeira fase da operação. No entanto, após a soltura, a defesa do banqueiro conseguiu passar a investigação para o Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, Daniel estava em prisão domiciliar, com os passos vigiados por meio de tornozeleiras eletrônicas. Ainda nesse período, a PF analisava o conteúdo dos dispositivos confiscados.

Leia também: Triplex milionário liga o “Rei do ovo” ao banqueiro Daniel Vorcaro

Nesta manhã, a PF apreendeu outros celulares de Vorcaro. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, o banqueiro fazia parte de um grupo no WhatsApp que planejava ações violentas contra “adversários”, como jornalistas. 

Nesse contexto, Vorcaro chegou a autorizar um assalto simulado contra uma vítima, ação que incluiria também atos violentos contra ela. 

Ademais, ainda segundo Lauro Jardim, o grupo chamado “A turma” incluía um antigo diretor do Banco Central (BC), um ex-chefe de departamento do órgão, um policial civil aposentado e o cunhado de Daniel Vorcaro, chamado Fabiano Zettel. 

O caso do Banco Master

Em geral, Daniel Vorcaro é investigado desde 2024, após o Ministério Público Federal suspeitar da fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por parte de uma instituição financeira. Assim como noticiado anteriormente, os títulos do Banco Master foram vendidos a outro banco e, após investigação do Banco Central, foram substituídos por ativos sem estrutura técnica adequada.

Sendo assim, a PF prendeu o banqueiro pela primeira vez no dia 17 de novembro de 2025. Naquele período, acontecia a 1ª fase da Operação Compliance Zero, cujo objetivo principal consistia em apurar a concessão de créditos falsos. Além disso, investigava-se também a tentativa do Banco Regional de Brasília (BRB) – banco público ligado ao governo do Distrito Federal – de comprar o Banco Master.

Nesse contexto, “a investigação revelou um esquema de cessão irregular de carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília, envolvendo a quantia vultosa de aproximadamente R$ 17 bilhões. Há indícios de manipulação de ativos, criação de falsas narrativas para órgãos reguladores e utilização de empresas de prateleira para simular a origem de créditos inexistentes ou podres”, disse Solange Salgado da Silva, desembargadora do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Ademais, a Polícia Federal também investigava o banco e Daniel Vorcaro por fraudes de gestão, organização criminosa, gestão temerária e outros.

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