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Guerra, petróleo e bolsa: por que algumas ações estão subindo em meio ao conflito no Irã?

Publicado 04/03/2026 • 22:18 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ações ligadas ao setor de energia e petróleo registraram altas desde a escalada do conflito no Oriente Médio.
  • Petrobras, PRIO e outras empresas do setor avançaram mesmo em meio à volatilidade do mercado.
  • Analistas apontam que o movimento está ligado ao prêmio geopolítico no petróleo e à busca por proteção em momentos de maior risco global.

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados globais e já começa a deixar marcas na bolsa brasileira. Desde o avanço das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, ações ligadas ao petróleo e à cadeia de energia passaram a liderar as altas no Ibovespa, mesmo em um período de maior volatilidade para o mercado.

Um levantamento exclusivo feito pelo TradeMap, com cotações entre 27 de fevereiro e 4 de março, mostra que, enquanto o principal índice da bolsa recuou 1,81% no período, alguns papéis conseguiram avançar, com destaque para empresas diretamente expostas ao preço do petróleo ou à cadeia energética.

A maior alta foi registrada pela Braskem (BRKM5), que avançou 13,24% no período. Entre as companhias diretamente ligadas ao setor de óleo e gás, o desempenho também chamou atenção: Petrobras (PETR3) subiu 3,11%, PETR4 avançou 2,97%, PRIO3 ganhou 1,89% e RECV3 teve alta de 1,46%.

Leia também: Guerra no Oriente: Entenda as consequências negativas e positivas à economia do Brasil

Outras empresas do setor de energia também apareceram no campo positivo. Copel (CPLE3) subiu 1,98%, Auren (AURE3) avançou 1,52%, enquanto Vibra (VBBR3), da área de distribuição de combustíveis, teve alta de 1,27%.

Fonte: TradeMap

O movimento não é isolado. Em momentos de tensão geopolítica envolvendo regiões estratégicas para a produção ou logística de petróleo, investidores costumam recalibrar posições em direção a empresas que podem capturar a alta da commodity.

Segundo Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o conflito no Oriente Médio funciona como um amplificador de risco no mercado global. Em cenários assim, cresce a busca por proteção e ativos ligados a commodities energéticas entram no radar.

“A guerra no Oriente Médio aumenta a aversão ao risco e reforça a busca por ativos de proteção, como dólar e ouro”, afirma.

Para Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, o petróleo se tornou um dos principais canais de transmissão da crise para os mercados. Caso a commodity pressione a inflação global, o impacto pode chegar até as expectativas de juros, o que amplia os efeitos sobre diferentes classes de ativos.

“O petróleo acaba sendo um dos principais canais de transmissão da crise para os mercados, porque pode pressionar a inflação e mexer com as expectativas de juros”, diz.

Leia também: Caso Master ou guerra no Irã: o que realmente está movendo o mercado?

O rali pode continuar?

Apesar do desempenho recente das empresas do setor, analistas evitam cravar que o movimento represente uma tendência estrutural.

Para Jayme Simão, CEO do Hub do Investidor, a alta da bolsa brasileira em 2026 foi puxada principalmente pela realocação global de capital para mercados emergentes. Nesse contexto, choques geopolíticos podem reduzir temporariamente a atratividade desses mercados.

Segundo ele, conflitos prolongados aumentam a incerteza global e fortalecem ativos considerados mais seguros, como o dólar.

“Em um cenário de guerra, emergentes acabam ficando um pouco menos atrativas e ativos como o dólar voltam a ter mais atratividade”, afirma.

Ao mesmo tempo, o fluxo internacional ainda segue relevante para a bolsa brasileira. Dados da consultoria Elos Ayta mostram que o investidor estrangeiro acumulou R$ 42,56 bilhões em entradas líquidas na bolsa brasileira em 2026 até fevereiro, superando o total registrado em todo o ano de 2025.

Esse fluxo ajuda a sustentar o mercado, mas também significa que mudanças no humor internacional podem alterar rapidamente o ritmo da bolsa.

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