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Profissões manuais ganham força como “blindagem” contra a IA e atraem nova geração de trabalhadores
Publicado 08/03/2026 • 16:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/03/2026 • 16:20 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
James Vandall, de 25 anos, conta que seu interesse em se tornar eletricista surgiu quando trabalhadores refaziam a fiação do terceiro andar de sua casa. “Perguntei a eles como eu poderia entrar nesse tipo de profissão”, relatou.
Parte do interesse, segundo ele, era trabalhar com as mãos. “No início, eu realmente não sabia o que queria fazer. Entrei na faculdade e depois saí”, disse. “Passei por vários empregos ao longo dos anos até acabar encontrando as profissões técnicas.”
Hoje, Vandall está matriculado no Rosedale Technical College, em Pittsburgh. Após o programa de 16 meses, o serviço de colocação profissional da escola costuma encaminhar os alunos diretamente para empregos na área — algo cada vez mais raro no mercado de trabalho atual.
Segundo o site de empregos Indeed, eletricistas estão entre as profissões técnicas mais bem pagas e com maior demanda. “É aqui que estão os empregos, e eles pagam bem”, afirmou Salemi.
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O salário médio anual de eletricistas nos Estados Unidos foi de US$ 62.350 (R$ 326.714) em 2024, e o emprego na profissão deve crescer 9% ao longo de dez anos, um ritmo bem mais rápido que a média de todas as ocupações, de acordo com o Bureau of Labor Statistics (BLS).
Dados mais recentes do BLS de 2025 mostram que o ganho semanal médio de eletricistas é de US$ 1.376 (R$ 7.210) — 14% acima da mediana nacional.
O “penhasco da aposentadoria”
Todos os anos, mais eletricistas se aposentam do que novos profissionais entram na área.
“Estamos vivendo um grande penhasco de aposentadorias”, afirmou Ian Andrews, vice-presidente de relações trabalhistas da National Electrical Contractors Association. “No lado sindical, perdemos cerca de 20 mil eletricistas por ano e temos 80 mil vagas abertas”, disse. “A demanda por mão de obra qualificada está no nível mais alto da história.”
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Grandes setores da economia “não conseguem encontrar pessoas” para preencher vagas, afirmou Rahm Emanuel, ex-prefeito de Chicago, durante um debate sobre caminhos profissionais no Brookings Institution, em fevereiro. “Tenha uma vida produtiva nas profissões técnicas que a IA não pode destruir”, declarou.
Segundo Andrews, esses trabalhos oferecem maior segurança porque “você trabalha com as mãos… não é algo que um computador possa substituir manualmente”, o que garante estabilidade de longo prazo que muitos empregos de escritório já não têm.
Muitos jovens trabalhadores já perceberam essa tendência. As inscrições em programas de aprendizagem cresceram 70% desde 2022, afirmou Andrews.
No Rosedale Technical College, onde estudantes também podem cursar tecnologia automotiva, mecânica diesel, carpintaria, soldagem e outros ofícios técnicos, o número de alunos aumentou 36% nos últimos cinco anos, segundo a instituição.
“Acho que é uma grande oportunidade, uma ótima forma de entrar no mercado, começar, estudar e se sentir preparado para o que vai fazer”, disse Vandall sobre sua experiência na escola técnica. “Especialmente na área elétrica… você realmente precisa saber o que está fazendo.”
O custo da faculdade pesa
Além de oferecer uma porta direta para o mercado de trabalho e ajudar a reduzir a escassez de profissionais, os programas de formação técnica também são muito mais baratos que uma faculdade tradicional de quatro anos.
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O aumento do custo do ensino superior e a dívida estudantil que frequentemente o acompanha são fatores importantes que estão levando mais estudantes a buscar cursos curtos e profissionalizantes, mostram pesquisas.
Em faculdades públicas de quatro anos, a mensalidade média para estudantes do próprio estado foi de US$ 11.950 (R$ 62.618) no ano letivo de 2025-2026. Já nas instituições privadas, o custo médio chegou a US$ 45.000 (R$ 235.800).
Como alternativa, em faculdades públicas de dois anos, as mensalidades médias ficaram em US$ 4.150 (R$ 21.746), segundo o College Board.
Além disso, um número crescente de estados criou os chamados “programas promessa”, que geralmente oferecem até dois anos de mensalidade gratuita em community colleges ou escolas técnicas participantes.
Embora as matrículas no ensino superior ainda estejam crescendo, o avanço ocorre principalmente em community colleges e programas de certificação de curta duração, mostram outros dados.
As matrículas em cursos de certificado e graus associados cresceram cerca de 2% no outono de 2025, enquanto programas de bacharelado aumentaram menos de 1%, segundo o National Student Clearinghouse Research Center.
Atualmente, community colleges matriculam cerca de 752 mil estudantes em programas de certificação de graduação, um salto de 28% em relação a quatro anos atrás.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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