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Moody’s: infraestrutura digital na América Latina esbarra em financiamento e regulação
Publicado 22/04/2026 • 19:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 22/04/2026 • 19:30 | Atualizado há 5 meses
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A corrida pela infraestrutura digital na América Latina enfrenta desafios estruturais que vão além da demanda tecnológica, esbarrando em gargalos de financiamento e estabilidade regulatória, afirmou Vincent Detilleux, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele pontuou que a região vive uma expansão robusta, mas que a infraestrutura ainda precisa acompanhar o ritmo do mercado: “No final de 2025, a região já contava com 1,4 GW de capacidade instalada com mais 1 GW em expansão. O maior gargalo para o crescimento não é mais a demanda, mas sim o acesso ao financiamento, uma regulação estável de longo prazo e o acesso à infraestrutura energética”.
Sobre os altos custos de implementação, o executivo detalhou que os investimentos necessários são massivos e dolarizados, o que exige previsibilidade financeira. “Para construir 1 mega de capacidade, o custo é de cerca de US$ 10 milhões (R$ 49,8 milhões), somados a outros US$ 10 milhões (R$ 49,8 milhões) em equipamentos, podendo chegar a US$ 25 milhões (R$ 124,5 milhões) para aplicações de IA. O longo prazo é muito mais importante do que vantagens de curto prazo”, explicou.
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Siga o Times | CNBCVincent Detilleux também analisou o impacto do câmbio, observando que a volatilidade do real pode ser mais um desafio do que um atrativo para os grandes provedores de nuvem. “Os hyper scalers têm receita em reais, cobrando de clientes locais, mas seus principais custos operacionais continuam sendo em dólares. Essa dinâmica gera pressão nas margens, tornando a instabilidade cambial um impeditivo na hora de decidir novos investimentos na região”, afirmou.
Embora o Brasil lidere em termos de mercado consumidor, o país ainda depende fortemente de infraestrutura externa para o processamento de dados. “Aproximadamente 70% dos processamentos de dados do Brasil são feitos em servidores nos Estados Unidos; temos a demanda, mas não capturamos toda a oferta. O Chile surge como um player forte por ter uma regulação muito estável e facilitar o licenciamento e a gestão territorial”.
Ao finalizar, ele destacou que a estratégia vencedora para o setor deve ser regionalizada para atender às necessidades das grandes empresas de tecnologia. “O Brasil não é um concorrente direto do Chile, mas investimentos podem migrar para lá devido ao ambiente regulatório. O vencedor será o desenvolvedor que conseguir oferecer soluções integradas no Brasil, Chile, Colômbia e México para os clientes que desejam expandir na América Latina”.
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