CNBC

CNBCPreço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

Mundo

Filho de Khamenei assume liderança enquanto guerra no Irã faz preço do petróleo disparar; G7 se reúne para discutir sobre reservas 

Publicado 09/03/2026 • 06:39 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os ministros das Finanças do G7 – composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – devem se reunir sobre a crise ainda hoje
  • As bolsas do Japão e da Coreia do Sul fecharam em queda de mais de 5%, motoristas filipinos fizeram filas para abastecer
  • O jovem Khamenei é considerado igualmente linha-dura e deve manter a rejeição ao dissenso

O Irã marcou a nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei para substituir seu pai como líder supremo com uma nova barragem de mísseis contra Israel e os estados do Golfo nesta segunda-feira (9), enquanto a guerra no Oriente Médio fez os preços do petróleo dispararem. 

À medida que o Irã entrava em sua nova era — e o conflito em seu 10º dia — os preços mundiais do petróleo subiram, a Arábia Saudita enfrentava drones contra campos petrolíferos e a estatal de energia do Bahrein alertava, após um ataque com mísseis, que poderia não conseguir cumprir contratos de exportação. 

Os ministros das Finanças do G7 – composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – devem se reunir sobre a crise ainda hoje e, segundo fonte do governo francês, discutirão sobre liberar reservas estratégicas de petróleo para conter a pressão sobre os preços de energia e proteger a economia mundial. 

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também relataram novos ataques, e economias asiáticas reagiram rapidamente. As bolsas do Japão e da Coreia do Sul fecharam em queda de mais de 5%, motoristas filipinos fizeram filas para abastecer e o Vietnã se preparava para eliminar tarifas sobre importações de combustível. 

Leia também: Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

Os mercados europeus também abriram em forte queda, e os preços do gás no continente subiram 30%. Desde o início da guerra, o contrato de referência WTI já aumentou mais de 75% e o Brent mais de 60%. 

A mídia estatal iraniana disse que a Assembleia de Peritos, principal órgão clerical de Teerã, não hesitou em escolher um novo líder apesar da “brutal agressão da criminosa América e do regime sionista maligno”, e mostrou um míssil pronto para lançamento com o slogan: “Às suas ordens, Sayyid Mojtaba”. 

– Jovem linha-dura – 

Após ataques à ampla instalação petrolífera de Al Ma’ameer, no Bahrein, que causaram incêndio e danos materiais, a estatal Bapco juntou-se às de Catar e Kuwait ao declarar “força maior” — um aviso de que eventos fora de seu controle podem levá-la a não cumprir metas de exportação. 

A guerra veio poucas semanas depois de as autoridades iranianas, sob o aiatolá Ali Khamenei, terem reprimido protestos nacionais contra o governo, matando milhares, segundo grupos de direitos humanos. 

O jovem Khamenei, nomeado para substituir o clérigo que liderou o Irã por quase quatro décadas e que foi morto na primeira onda de ataques EUA-Israel, é considerado igualmente linha-dura e deve manter a rejeição ao dissenso. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia chamado Mojtaba Khamenei de “peso leve” e insistiu novamente no domingo, à ABC News, antes do anúncio: “Se ele não tiver aprovação nossa, não vai durar muito.” 

Leia também: Trump: alta do petróleo é “preço pequeno a se pagar” diante de ameaça do Irã

Após ameaças semelhantes de Israel, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China alertou que Pequim se opõe a ataques contra líderes e insiste que “a soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas.” 

– Preço do petróleo dispara – 

Enquanto o Irã retaliava contra vizinhos árabes ricos em petróleo, o preço de referência do barril ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia pela Rússia há quatro anos. 

Trump minimizou a alta, questão politicamente sensível nos EUA, chamando-a de “pequeno preço a pagar” pela remoção da suposta ameaça do programa nuclear iraniano. 

Em sinal de que os EUA não esperam fim rápido da guerra, o Departamento de Estado ordenou a saída de funcionários não essenciais da Arábia Saudita, dias após um drone atingir a embaixada americana. 

Questionado sobre a duração e objetivos da guerra, Trump disse ao Times of Israel que qualquer decisão sobre encerrar as hostilidades será conjunta com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. 

“Eu acho que é mútuo… um pouco. Temos conversado. Vou decidir no momento certo, mas tudo será levado em conta”, disse Trump. 

Poucos esperam grandes mudanças na postura iraniana sob o jovem Khamenei, clérigo treinado e próximo da poderosa Guarda Revolucionária Islâmica. 

A Guarda rapidamente prometeu apoio ao novo líder, dizendo estar “pronta para completa obediência e autossacrifício no cumprimento dos mandamentos divinos”. 

Aliados e grupos pró-Irã também expressaram apoio, com a poderosa organização Badr, no Iraque, afirmando que a nova liderança representa “a continuidade abençoada do caminho da revolução islâmica”. 

– ‘Confrontos intensos’ – 

A guerra em múltiplas frentes também se intensificou no Líbano. Militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, disseram estar enfrentando forças israelenses que pousaram no leste do Líbano em 15 helicópteros vindos da Síria, e um novo ataque atingiu distritos do sul de Beirute. 

Grandes colunas de fumaça se ergueram após o ataque, que ocorreu depois de o exército israelense avisar que destruiria filiais da Al-Qard al-Hassan, empresa financeira ligada ao Hezbollah. 

O Líbano foi arrastado para o conflito na semana passada, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte do velho Khamenei. 

O Hezbollah disse que o combate continuava no leste do Líbano após seus combatentes “engajarem os helicópteros e a força infiltrada com armas apropriadas”. 

A Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou anteriormente “confrontos ferozes” perto da cidade de Nabi Sheet, onde uma operação israelense no fim de semana matou 41 pessoas. 

O ministro da Saúde do Líbano disse que ataques israelenses já mataram pelo menos 394 pessoas desde o início da guerra, incluindo 83 crianças e 42 mulheres. 

No Bahrein, o ministério da Saúde relatou 32 feridos durante a noite em ataque de drone iraniano na ilha de Sitra. 

Leia também: Novo líder supremo do Irã pode endurecer linha do regime e pressionar petróleo, dizem analistas

Entre os feridos estão uma jovem de 17 anos com graves lesões na cabeça e nos olhos, e um bebê de dois meses, segundo o ministério. 

A Arábia Saudita disse no domingo que duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas quando um projétil atingiu a província de Al-Kharj. 

O ministério da Saúde do Irã disse no domingo que pelo menos 1.200 civis foram mortos e cerca de 10.000 ficaram feridos — números que a AFP não pôde verificar de forma independente. 

Em Israel, ataques de mísseis iranianos mataram 10 pessoas, segundo autoridades. Dois soldados foram mortos no Líbano, informou o exército. 

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

;