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Novo líder supremo do Irã pode endurecer linha do regime e pressionar petróleo, dizem analistas
Publicado 08/03/2026 • 21:24 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 08/03/2026 • 21:24 | Atualizado há 8 meses
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Catar alerta que a situação no Irã pode se tornar incontrolável, poucas horas antes do ultimato de Trump para que o país reabra Ormuz.
A nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã foi lida por analistas como um sinal de continuidade e, possivelmente, de endurecimento da linha política adotada pelo pai, Ali Khamenei. A escolha foi anunciada neste domingo (8) pela Assembleia de Especialistas, em meio à escalada da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Para Felipe Sant’Anna, especialista em ações da Axia Investing, a ascensão de Mojtaba tende a reforçar a postura mais dura do regime iraniano em um momento de confronto militar aberto.
“Diante do atual cenário de confrontos militares envolvendo o país e da morte de seu pai em uma operação militar, a tendência pode ser de manutenção ou até intensificação dessa postura”, afirma.
Na avaliação de Sant’Anna, a escolha também torna Mojtaba uma figura central no tabuleiro político iraniano.
Leia também: Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril
“Ao mesmo tempo, os desdobramentos recentes no fim de semana, incluindo ataques de Israel a estoques de petróleo do Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, aumentam a atenção sobre possíveis impactos no mercado internacional de energia”, diz Sant’Anna.
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Siga o Times | CNBCNesse contexto, ainda conforme o especialista, a expectativa se volta especialmente para a reação dos mercados e para a abertura dos futuros do petróleo, já que a combinação entre tensões militares, restrições logísticas na região e a possibilidade de uma liderança ainda mais alinhada à linha dura do regime pode pressionar o preço do barril.
Esse risco já começou a aparecer nos preços. Também neste domingo, o petróleo disparou no mercado futuro: o Brent subiu cerca de 17% e passou de US$ 108 por barril, enquanto o WTI avançou perto de 18%, acima de US$ 100, em meio ao temor de interrupções mais amplas na oferta e no transporte de petróleo pela região.
Leia também: Petrobras não vê risco para exportações de petróleo com guerra no Oriente Médio
Para Igor Rocha, economista e pesquisador sênior do Cebri, o movimento no petróleo já indica um impacto econômico mais amplo.
“O aumento brutal do preço do petróleo é o sinal claro de que a inflação global de custos chegou. Para o Brasil, isso significa frete mais caro e pressão direta na bomba. O desafio agora é evitar que o choque externo desancore as expectativas de 2026. Olho no Estreito de Ormuz”, afirma.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornou-se um dos principais pontos de atenção do mercado desde o início da escalada militar na região.
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