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CNBCPreço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

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Gasolina e diesel podem subir no Brasil com disparada do petróleo; entenda o alerta do setor

Publicado 09/03/2026 • 12:43 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Os impactos dos conflitos no Oriente Médio devem começar a afetar o preço dos combustíveis no Brasil.
  • Isso porque a guerra no Irã, que envolve os Estados Unidos e Israel, está paralisando a entrega global de produtos como o petróleo, essencial para a fabricação do combustível.
  • A situação piorou após os iranianos fecharem o Estreito de Ormuz, principal rota de entrega do material.
Bombardeio no Irã

Foto: Reuters

Gasolina: postos devem ser afetados com a alta no combustível

Os impactos dos conflitos no Oriente Médio devem começar a afetar o preço dos combustíveis no Brasil. Isso porque a guerra no Irã, que envolve os Estados Unidos e Israel, está paralisando a entrega global de produtos como o petróleo, essencial para a fabricação do combustível. A situação piorou após os iranianos fecharem o Estreito de Ormuz, principal rota de entrega do material.

Apesar de não estar envolvido na nova guerra do Oriente Médio, o Brasil também entra na lista de países que devem ser afetados pelos conflitos. Após algumas semanas de bombardeios, os preços do barril de petróleo já superaram as expectativas do mercado. Como noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100, afetando diretamente a economia mundial.

Leia também: Filho de Khamenei assume liderança enquanto guerra no Irã faz preço do petróleo disparar; G7 se reúne para discutir sobre reservas 

Combustível mais caro

De acordo com informações da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), diversos postos de gasolina já relataram uma alta no preço do combustível por parte das distribuidoras, o que pode gerar aumento no valor final pago pelos consumidores nos próximos dias.

Ainda de acordo com a Fecombustíveis, essas elevações estariam ligadas principalmente ao aumento dos custos nas etapas de refino, especialmente em refinarias privadas, e também ao encarecimento da importação de combustíveis.

A parte de refinaria é obrigatória para o material ser transformado em combustível próprio para os automóveis e transportes atuais. Esse processo pode ser encarecido em meio às tensões do Oriente Médio, já que o fluxo do produto é consideravelmente menor.

Elevação dos custos

Em nota, a federação explicou que os postos representam a última etapa de comercialização entre o produto e o consumidor, por isso, acabam sendo diretamente afetados quando há aumento nos preços praticados pelas distribuidoras.

Mesmo assim, cada estabelecimento decide individualmente se repassa ou não o reajuste ao consumidor, já que o mercado brasileiro opera sob o princípio da livre concorrência. É neste momento que o combustível pode ficar ainda mais caro para os motoristas do país.

O brent era negociado a US$ 102,22 por barril, com alta de mais de 10%. O WTI, referência americana, subia 8,6%, a US$ 98,74 o barril. Durante a madrugada, o petróleo americano chegou a romper os US$ 110, maior nível desde meados de 2022, quando a invasão russa da Ucrânia sacudiu os mercados de energia. Na semana passada, o WTI havia acumulado alta de 35%, a maior variação semanal na história dos contratos futuros, desde 1983.

Para termos de comparação, na última quinta-feira (05), o petróleo Brent avançou US$ 4,01, alta de 4,93%, fechando a US$ 85,41 por barril, registrando assim a quinta sessão consecutiva de elevação dos preços. Já o petróleo West Texas Intermediate, dos Estados Unidos, subiu US$ 6,35, ou 8,51%, alcançando US$ 81,01 por barril, o maior nível desde julho de 2024.

Leia também: Ilha Kharg responde por 90% do petróleo iraniano exportado e entra no radar da guerra

Preços internos e externos

Outro ponto que preocupa o setor é a diferença entre os preços praticados pela Petrobras no Brasil e os valores do combustível no mercado internacional.

De acordo com a Setcesp, dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que a estatal estaria vendendo combustíveis no país abaixo das cotações externas, com o diesel cerca de 64% mais barato e a gasolina 27% abaixo dos preços internacionais.

Essa defasagem pode pressionar ainda mais o mercado, já que importadores precisam pagar valores mais altos para trazer combustível ao Brasil. Mesmo com a presença internacional da empresa brasileira, ela ainda não consegue produzir todo o volume necessário para atender à demanda interna.


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