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Exclusivo: Lubrizol aposta no Brasil para expandir pesquisas em beleza e uso de IA, diz CEO

Publicado 17/03/2026 • 09:34 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A Lubrizol escolheu o Brasil para instalar um novo Instituto de Pesquisa de Beleza, movimento que reforça a estratégia global de expansão em inovação e aproximação com o consumidor final.
  • A CEO global, Rebecca Liebert, afirmou que o país reúne condições únicas de mercado e diversidade para o desenvolvimento de produtos.

Reprodução

A Lubrizol escolheu o Brasil para instalar um novo Instituto de Pesquisa de Beleza, movimento que reforça a estratégia global de expansão em inovação e aproximação com o consumidor final.

Em entrevista exclusiva ao analista Felipe Machado, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a CEO global, Rebecca Liebert, afirmou que o país reúne condições únicas de mercado e diversidade para o desenvolvimento de produtos.

“O Brasil é o terceiro maior mercado de saúde e cuidados pessoais e é um ótimo momento para entrar com o nosso Instituto de Pesquisa de Beleza”, disse.

A executiva destacou que, apesar de a companhia atuar há décadas no país, o novo centro representa um avanço. “É onde aplicamos nossos produtos aos clientes e fazemos exames que realmente nos ajudam a promover nossos produtos e a ajudar nossos cliente”, disse.

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A CEO enfatizou que a decisão está diretamente ligada às particularidades do consumidor local. “O consumidor brasileiro tem necessidades muito diferentes dos consumidores do mundo inteiro, então queremos estar aqui onde essas necessidades podem ser atendidas”, afirmou.

A diversidade étnica também pesa na estratégia: “O cabelo brasileiro é muito diferente e o consumidor brasileiro é o número um consumidor de condicionadores de cabelo”.

Expansão global e foco em mercados diversos

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de expansão dos institutos de pesquisa da companhia. “Começamos na Espanha há mais de 10 anos, nos mudamos para a China e agora estamos vindo para o Brasil”, explicou Liebert.

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Segundo ela, a presença em diferentes regiões é essencial para sustentar o crescimento. “Estamos vendo como obter etnicidades diferentes. É importante para continuarmos a dirigir esse crescimento”.

Além disso, a CEO apontou o potencial de consumo no país: “Vemos o mercado médio no Brasil continuando a crescer e a se expandir e estar aqui agora é realmente importante”.

IA ganha espaço do laboratório à cadeia produtiva

A inteligência artificial aparece como vetor central na operação. De acordo com Liebert, a tecnologia já é usada na validação de eficácia de produtos. “O consumidor tira fotos usando IA e sistemas de visão para determinar se houve um melhoramento na qualidade da pele [ou] do cabelo”, disse. “Nós mensuramos isso com a IA e fazemos avanços dramáticos”.

O uso, porém, vai além do laboratório. “Está em todos os lugares de moléculas de peptídeos novas a twins digitais em nossas plantas e modelagem da cadeia de suprimentos”, afirmou.

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A executiva também destacou a abordagem da empresa em sustentabilidade, com foco operacional. “Aqui no Brasil, 100% da energia das nossas plantas é sustentável”, disse, citando uso de fontes como solar e eólica. Segundo ela, a estratégia inclui ainda a substituição de insumos: “Como podemos fazer a transição de materiais sintéticos para materiais obtidos a partir de plantas”.

Autonomia sob a Berkshire

Parte do conglomerado Berkshire Hathaway, a Lubrizol opera com autonomia. “Ele deixa cada negócio gerar seus próprios frutos não somos forçados a trabalhar com outras empresas”, afirmou Liebert, em referência a Warren Buffett. Ainda assim, há sinergias: “Temos essa família maior para nos ajudar quando precisamos”.

Internamente, a CEO defende um modelo de gestão voltado a indicadores prospectivos. “Inúmeros líderes observam um painel de resultados mas essa visão retrospectiva não auxilia no planejamento futuro. Então, nós olhamos muito para indicadores de liderança”, disse.

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