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Como proteger seus investimentos da inflação e evitar perdas no longo prazo
Publicado 19/03/2026 • 12:07 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 19/03/2026 • 12:07 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik
Como proteger os investimentos da inflação
A inflação é um dos principais desafios para quem investe, pois reduz o poder de compra ao longo do tempo. Mesmo quando um investimento apresenta rentabilidade positiva, isso não significa necessariamente ganho real, ou seja, aumento efetivo do valor aplicado.
Por isso, proteger os investimentos da inflação é essencial para preservar e ampliar o patrimônio. A estratégia inclui entender como calcular e minimizar os impactos da inflação e escolher ativos que consigam superar a alta dos preços, que muitas vezes é uma barreira entre os investidores iniciantes.
Leia também: O que é a inflação e como ela afeta o seu dinheiro no dia a dia
O aumento da inflação impacta diretamente a economia nacional em sua totalidade. Entretanto, existem grupos específicos que devem sofrer mais com o aumento; esse pode ser o caso dos aposentados. Além de um padrão de vida mais delicado, é comum que os idosos procurem um maior acesso à saúde, o que muitas vezes pode pesar no bolso.
Em entrevista concedida ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, explicou que, mesmo com o aumento de custos em itens como energia elétrica, água e outras despesas do dia a dia, o padrão de vida dos idosos pode ser preservado, caso o reajuste do salário mínimo siga na mesma linha.
“É importante destacar que a aposentadoria e o salário mínimo estão diretamente ligados, já que ambos são reajustados com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). De maneira geral, com a atual política de valorização do salário mínimo, a população tende a ser menos prejudicada.”
Ainda assim, o especialista destaca que, embora haja a manutenção dos padrões de reajuste do salário mínimo, isso não garante, necessariamente, a preservação do poder de compra dos brasileiros, especialmente dos idosos.
“De modo geral, a inflação tem sido parcialmente compensada pelo reajuste do salário mínimo — e, consequentemente, das aposentadorias — com base no INPC somado a ganhos de produtividade da economia, como o crescimento do PIB. Ainda assim, é importante ressaltar que esse mecanismo nem sempre é suficiente para evitar a perda real do poder de compra, especialmente entre as famílias de baixa renda.”
Além de impactar o padrão de vida, o poder de compra e a renda mensal, a alta da inflação pode atingir diretamente investidores com aplicações de longo prazo. Com isso, o economista-chefe explica que existem saídas para quem ainda deseja realizar novas aplicações para aumentar o patrimônio.
“De forma bem objetiva, existem alternativas, e uma das mais seguras e rentáveis no momento são os títulos públicos brasileiros, acessíveis pela própria plataforma do Tesouro Direto, que estabelece uma relação direta entre o investidor e o Tesouro Nacional.”
“Esse é um dos caminhos, e vale reforçar que se trata de uma das opções mais seguras e rentáveis disponíveis. O nível de segurança é elevado e o retorno é bastante atrativo, especialmente quando se considera o grau de risco desse tipo de investimento”, completou André Galhardo.
Com isso, a elevação da inflação pode abrir espaço para investimentos mais seguros, sem que deixem de oferecer retornos atrativos.
Um dos principais efeitos da alta da inflação sobre produtos e contas mensais é o peso adicional no orçamento das famílias de baixa renda, que, em geral, são as mais impactadas pelo cenário econômico nacional.
Na avaliação de André Galhardo, o orçamento restrito e a dificuldade de poupar valores mais elevados intensificam os efeitos da alta da inflação.
“Em primeiro lugar, porque, em geral, as famílias de baixa renda têm pouca margem para poupar e formar uma reserva de emergência. Assim, quando há aumento de preços, esse avanço acaba consumindo o pouco espaço disponível no orçamento familiar. Esse é o primeiro ponto, e talvez o mais importante.”
Entretanto, é importante destacar que, além da inflação dos alimentos, frequentemente um fator determinante para as dificuldades das famílias de baixa renda, os custos com energia em geral também exercem pressão significativa sobre o orçamento final.
“Qualquer aumento de preços pode acabar impedindo as famílias de consumir determinados bens ou obrigá-las a escolher entre diferentes cestas de produtos. Além disso, há a maior exposição a itens cujos preços costumam variar com mais intensidade, especialmente combustíveis, energia em geral, incluindo o gás de cozinha, e alimentos.“
Além de todos os fatores já citados, a alta da inflação no mercado brasileiro tende a impactar diretamente o planejamento financeiro. No entanto, na avaliação de André Galhardo, apesar dos números, a inflação atual não é o principal obstáculo ao planejamento orçamentário das famílias brasileiras, apesar de se manter como um problema.
“Sem dúvida, ela é um fator relevante, mas há um outro ponto importante a considerar. Quando falamos da taxa de juros, é preciso colocá-la em perspectiva. Com a elevação dos juros, alguns componentes que antes tinham pouco peso no orçamento das famílias passam a ganhar relevância.“
“É o caso da TR (Taxa Referencial), por exemplo, que historicamente era baixa, mas agora está mais elevada. Ela corrige tanto o rendimento da poupança quanto parcelas de financiamentos imobiliários.”
Além disso, o economista destaca que é importante entender os níveis da inflação em relação aos números passados.
“Embora a inflação ainda seja um problema, ela está em um nível relativamente baixo em termos históricos, em torno de 3,81%, algo pouco comum, especialmente quando combinado a um crescimento econômico razoável.“
“Os preços subiram de patamar desde a pandemia, o que afeta a percepção da população, mas a variação em si está contida. O ponto central, hoje, é o impacto da política monetária: com a taxa Selic no nível mais alto em cerca de 20 anos, o custo do crédito pesa significativamente no orçamento das famílias.”
“Nesse contexto, a inflação continua reduzindo a capacidade de consumo além do essencial, sobretudo entre as famílias de baixa renda. No entanto, os juros elevados têm sido decisivos para postergar decisões importantes, como a compra de um imóvel, além de prejudicar quem já possui financiamento, devido à alta da TR. Esse aumento encarece o crédito, refletindo diretamente o patamar elevado das taxas de juros no país.”
Leia também: Confisco da Poupança faz 36 anos; relembre o plano que traumatizou toda uma geração e jogou o país na hiperinflação
Mesmo com as oscilações da inflação, dos preços dos alimentos e do poder de compra, um dos principais desafios é saber como se proteger da inflação sem adotar medidas que possam comprometer o orçamento, principalmente em famílias de baixa renda.
“Quando falamos de famílias de baixa renda, não há muito espaço para erro, já que a margem de manobra é bastante limitada. Quando existe capital disponível ou uma reserva de emergência, há alternativas para amenizar os efeitos da inflação, como buscar outros mercados ou alterar de forma mais significativa a cesta de consumo.”
“No entanto, para as famílias de menor renda no Brasil, essa flexibilidade é reduzida, pois o consumo já está concentrado em uma cesta enxuta, composta majoritariamente por itens essenciais.”
Embora os índices inflacionários estejam mais baixos do que em períodos mais críticos, a alta dos preços ainda tende a afetar diretamente o orçamento de grupos mais vulneráveis, como idosos e famílias de baixa renda.
Para evitar ou ao menos reduzir esses impactos, é fundamental compreender como preservar a situação financeira e impedir que a inflação agrave ainda mais esse cenário.
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