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Conflito no Oriente Médio

Crise no Ormuz: França se dispõe a ajudar, mas impõe uma condição

Publicado 19/03/2026 • 16:47 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do petróleo mundial e está travado desde o início da guerra no Irã. Consequentemente, a oferta e demanda do recurso mineral foi impactada, causando o aumento exorbitante no preço dos barris de Brent e WTI.
  • Diante desse cenário, os Estados Unidos tentam conseguir o apoio de outros países para destravar a região, inclusive da França.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do petróleo mundial e está travado desde o início da guerra no Irã. Consequentemente, a oferta e demanda do recurso mineral foram impactadas, causando o aumento exorbitante no preço dos barris de Brent e WTI. Diante desse cenário, os Estados Unidos tentam conseguir o apoio de outros países para destravar a região, inclusive da França.

Nesse sentido, na última terça-feira (17), o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse à CNBC que o país está disposto a apoiar os Estados Unidos na proteção do Estreito de Ormuz.

No entanto, a França ainda tem uma exigência. Veja a seguir.

Leia também: França está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz

O que a França exige para apoiar os EUA na crise em Ormuz?

Assim como noticiado anteriormente, Roland Lescure, o ministro das Finanças da França, disse na última terça-feira (17) que: “Estamos dispostos a fazer algo para liberar o Estreito de Ormuz, desde que isso deixe de ser uma situação de guerra. Ninguém quer atravessar o Estreito de Ormuz se houver risco de mísseis ou drones caindo sobre sua cabeça”, afirmou à jornalista Charlotte Reed, da CNBC.

Durante participação na Euronext Conference, a autoridade destacou que qualquer iniciativa para garantir a segurança do Estreito de Ormuz depende, antes de tudo, da redução das tensões na região. Segundo ele, embora existam estratégias já conhecidas para assegurar a proteção da rota marítima, considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, a aplicação dessas medidas não é viável em meio a um cenário de guerra.

O representante enfatizou que esse tipo de ação exige estabilidade e condições mínimas de segurança para todos os envolvidos. Em outras palavras, somente com a diminuição do conflito e a retomada de um ambiente mais pacificado seria possível avançar em um plano efetivo para proteger o estreito.

Nesse sentido, Lescure continuou o discurso, afirmando que “precisamos que o conflito diminua de intensidade e então podemos imaginar garantir a segurança do Estreito de Ormuz“. Na ocasião, ele lembrou ainda que a França sabe como proteger a região, mas que isso não se faz em situação de guerra.

Na verdade, “isso se faz em um cenário pacificado, no qual as pessoas precisam estar seguras”, acrescentou, durante a Euronext Conference.

Leia também: O que foi a “tanker war”? Entenda o risco de ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz

Europa quer ficar de fora da crise

De acordo com a CNBC, parece que Donald Trump esperava ter aliados europeus lado a lado para conseguir reabrir o Estreito de Ormuz. Entretanto, isso não aconteceu, então o presidente dos Estados Unidos tem criticado países como França, Reino Unido e Alemanha.

Em geral, esses países interpretam que a guerra no Irã é fruto de uma escolha, não de necessidade, motivo pelo qual escolheram manter-se de fora do conflito.

Leia também: França promete escolta no Estreito de Ormuz

Por outro lado, a Europa também é afetada pela guerra. Atualmente, temem pelo abastecimento global de alimentos, fertilizantes e energia – caso o Estreito de Ormuz continue fechado.

Mesmo assim, como pontuou Emmanuel Macron, presidente da França, na segunda-feira (16): “Não somos parte do conflito e, portanto, a França nunca participará de operações para abrir ou libertar o Estreito de Ormuz no contexto atual. Estamos convencidos de que, quando a situação se acalmar, […] quando os principais bombardeios cessarem, estaremos prontos, com outras nações, para assumir a responsabilidade por um sistema de escolta”, concluiu.

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