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Europa e Japão se mobilizam para conter crise no petróleo; veja o que pode mudar nos preços
Publicado 19/03/2026 • 13:47 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/03/2026 • 13:47 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto; Freepik
Guerra no Oriente Médio: Japão e Europa se preparam para estabilizar a o fornecimento de petróleo
O fornecimento de petróleo mundial segue impactando diretamente diversas economias globais. O tema ganhou destaque entre as potências após as forças armadas do Irã decretarem o fechamento do Estreito de Ormuz, principal e mais importante rota marítima responsável pelo envio de grande parte do petróleo mundial.
A crise no abastecimento vem pressionando os países que pensam em alternativas para minimizar o impacto da falta de abastecimento. Nas últimas semanas, a Agência Internacional de Energia (AIE) concordou com a liberação de 400 milhões de barris de petróleo para auxiliar na necessidade de abastecimento do componente.
Alguns países da Europa e, mais especificamente, o Japão foram os primeiros a iniciar o processo e agora buscam iniciar uma nova investida.
Leia também: Escalada da guerra pressiona petróleo e pode levar preço a US$ 150
De acordo com informações da Reuters, países europeus e o Japão sinalizaram que estão prontos para atuar na estabilização dos mercados, com foco principalmente na segurança do fluxo de petróleo e gás. A principal preocupação é garantir a reabertura e o funcionamento seguro de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.
Segundo o portal, as principais economias globais têm buscado reduzir os impactos da forte alta nos preços do petróleo após a estatal QatarEnergy relatar “danos extensos” provocados por ataques de mísseis iranianos à Cidade Industrial de Ras Laffan em Doha. A ofensiva foi uma resposta ao bombardeio israelense contra o principal campo de gás do Irã.
Entre os alvos, a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, é responsável por cerca de 20% do processamento global de gás natural liquefeito. A ofensiva também atingiu instalações nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita, ampliando o risco de interrupções no fornecimento global.
Com os ataques e a incerteza geopolítica, os preços do material registraram forte alta. O petróleo Brent, principal indicativo, ultrapassou a marca de US$ 110 por barril, enquanto os preços do gás na Europa subiram mais de 60%, aumentando as preocupações com inflação e crescimento econômico.
Especialistas ouvidos pela Reuters ainda alertam que, se o conflito se prolongar ou atingir ainda mais infraestruturas importantes, o impacto pode se tornar ainda maior, afetando cadeias produtivas e elevando custos em diversos setores ao redor do mundo.
Com isso, os líderes da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão divulgaram uma declaração conjunta pedindo “um cessar-fogo imediato sobre ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás”.
No comunicado, as potências também afirmaram estar dispostas a colaborar para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Além disso, indicaram que podem adotar novas medidas para estabilizar os mercados de energia, como atuar junto a países produtores para ampliar a oferta de petróleo.
Leia também: Ibovespa recua com petróleo em alta, corte da Selic e tombo de Hapvida e Vivara
O Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra optaram por manter as taxas de juros, citando preocupações com a inflação. O Banco Central Europeu passou a projetar uma inflação de 2,6% para 2026, acima dos 1,9% estimados em dezembro. Com isso, investidores que antes apostavam em diminuição da porcentagem já passaram a precificar possíveis aumentos até o fim do ano.
Durante uma cúpula em Bruxelas, líderes da União Europeia discutiam formas de compensar a alta dos custos de energia, embora as opções disponíveis em meio aos conflitos sejam limitadas.
Os preços do gás na Europa avançaram 25%, enquanto o petróleo Brent subiu quase 6%, atingindo US$ 113 por barril, após chegar a registrar alta de cerca de 10%. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o gás europeu acumula valorização superior a 60%.
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