Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que foi a “tanker war”? Entenda o risco de ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz
Publicado 15/03/2026 • 06:30 | Atualizado há 8 meses
Ameaças falsas de bomba contra voos desafiam autoridades da Europa e cada desvio pode custar até US$ 250 mil a uma companhia aérea
Trump diz que EUA fizeram “ataques menores” ao Irã enquanto mísseis atingem a ilha de Qeshm
Microsoft planeja reduzir parcerias com empresas de neocloud em meio a sinais de desaceleração nos investimentos em infraestrutura de IA
Suspeito de espionagem da OpenAI se declara inocente
Trump anuncia Stephen Miller como substituto de Susie Wiles no cargo de chefe de gabinete da Casa Branca
Publicado 15/03/2026 • 06:30 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
Os conflitos no Oriente Médio seguem marcando novas investidas e mudanças nas economias globais. A escalada da guerra, que conta com Estados Unidos e Irã como protagonistas, e Israel também se infiltrando em meio aos bombardeios, segue mantendo bloqueado um dos canais mais essenciais para o abastecimento mundial de petróleo e outros materiais. O Estreito de Ormuz foi bloqueado em meio a intensas ameaças iranianas.
Além da importância global da rota marítima, o bloqueio imposto pela Guarda Revolucionária do Irã também afeta diretamente os valores envolvendo frete e seguros oferecidos aos navios cargueiros. Essas medidas reforçam a vontade das autoridades americanas de forçar a reabertura da passagem.
Leia também: França promete escolta no Estreito de Ormuz
Como citado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Estreito de Ormuz é de extrema importância para manter o abastecimento global de petróleo em sua normalidade. A passagem é responsável por cerca de 20% do petróleo bruto transportado. Além disso, em 2024, o local transportou diariamente cerca de 20 bilhões de barris do material.
O bloqueio, seguido por ameaças de ataques a embarcações que furassem a medida, impactou diretamente as economias globais. Nesta semana, o valor do petróleo ultrapassou os US$ 100, aumentando as incertezas sobre novos crescimentos nos valores.
Em meio à crise global provocada pela escassez do material, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista a jornalistas que as embarcações presentes na região podem atravessar o Estreito normalmente, pois, segundo ele, não há riscos no local, afirma o The Hill.
“Esses navios deveriam atravessar o Estreito de Ormuz e mostrar coragem, não há nada a temer. … Eles não têm Marinha, nós afundamos todos os navios deles.”
Ainda de acordo com o republicano, as forças iranianas estariam enfraquecidas após os bombardeios dos EUA, o que supostamente impediria que as autoridades iranianas de fato atacassem embarcações.
“Há risco na região, a região é instável, restam apenas cerca de 150 lançadores, o que representa cerca de 20% do total, eles não conseguem se regenerar, não conseguem fabricar mais nenhum.”
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA fala de Donald Trump sobre os efeitos do bloqueio do Estreito de Ormuz e do incentivo para que as embarcações não respeitem a medida imposta é semelhante aos episódios da guerra de 1987, também no Oriente Médio, que ficou conhecida como “Tanker War”.
De acordo com informações do U.S. Naval Institute, o Tanker War foi um evento que aconteceu em 1987 no Golfo Pérsico. Na ocasião, Irã e Iraque passaram a atacar navios petroleiros e embarcações comerciais que transportavam petróleo na região. O objetivo era prejudicar a economia do adversário e reduzir sua capacidade de exportar petróleo, uma das principais fontes de receita dos dois países.
Diante da ameaça constante de ataques a embarcações internacionais, vários países passaram a adotar um sistema de escolta naval para proteger os navios que cruzavam a região.
Durante o conflito, cargueiros responsáveis pelo transporte do material passaram a navegar acompanhados por navios militares, com o objetivo de garantir a segurança das rotas marítimas e evitar novos ataques que pudessem interromper o fluxo das mercadorias.
Leia também: Trump ameaça atacar o Irã com 20 vezes mais força se país fechar o Estreito de Ormuz
Diante desse cenário, a proposta atual de Donald Trump segue uma lógica semelhante à adotada em 1987. Segundo informações da CNBC, o presidente dos Estados Unidos pretende enviar navios militares para acompanhar petroleiros, atuando como escolta para garantir a segurança das embarcações que cruzam a região durante os conflitos com o Irã.
Vale lembrar que, mesmo com os incentivos de Trump com relação às passagens pelo Estreito de Ormuz, e as falas sobre o enfraquecimento dos sistemas de ataque iranianos, as forças armadas do Irã prometeram respostas contra o país americano após um dos bombardeios matar o Líder Supremo, Ali Khamenei, que comandou o país por mais de 30 anos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Celular de Vorcaro tem 316 registros com Moraes e indica possível encontro antes da prisão
2
Antes de virar alvo de operação do Ministério Público do PR, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
3
Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
4
QI Tech, ligada a fundos investigados por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já foi citada em negociações envolvendo Master e Reag
5
‘Master paraguaio’: Santiago Peña pede mais 72 horas para apresentar defesa em processo de impeachment no Paraguai