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Publicado 15/03/2026 • 06:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
Os conflitos no Oriente Médio seguem marcando novas investidas e mudanças nas economias globais. A escalada da guerra, que conta com Estados Unidos e Irã como protagonistas, e Israel também se infiltrando em meio aos bombardeios, segue mantendo bloqueado um dos canais mais essenciais para o abastecimento mundial de petróleo e outros materiais. O Estreito de Ormuz foi bloqueado em meio a intensas ameaças iranianas.
Além da importância global da rota marítima, o bloqueio imposto pela Guarda Revolucionária do Irã também afeta diretamente os valores envolvendo frete e seguros oferecidos aos navios cargueiros. Essas medidas reforçam a vontade das autoridades americanas de forçar a reabertura da passagem.
Leia também: França promete escolta no Estreito de Ormuz
Como citado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Estreito de Ormuz é de extrema importância para manter o abastecimento global de petróleo em sua normalidade. A passagem é responsável por cerca de 20% do petróleo bruto transportado. Além disso, em 2024, o local transportou diariamente cerca de 20 bilhões de barris do material.
O bloqueio, seguido por ameaças de ataques a embarcações que furassem a medida, impactou diretamente as economias globais. Nesta semana, o valor do petróleo ultrapassou os US$ 100, aumentando as incertezas sobre novos crescimentos nos valores.
Em meio à crise global provocada pela escassez do material, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista a jornalistas que as embarcações presentes na região podem atravessar o Estreito normalmente, pois, segundo ele, não há riscos no local, afirma o The Hill.
“Esses navios deveriam atravessar o Estreito de Ormuz e mostrar coragem, não há nada a temer. … Eles não têm Marinha, nós afundamos todos os navios deles.”
Ainda de acordo com o republicano, as forças iranianas estariam enfraquecidas após os bombardeios dos EUA, o que supostamente impediria que as autoridades iranianas de fato atacassem embarcações.
“Há risco na região, a região é instável, restam apenas cerca de 150 lançadores, o que representa cerca de 20% do total, eles não conseguem se regenerar, não conseguem fabricar mais nenhum.”
A fala de Donald Trump sobre os efeitos do bloqueio do Estreito de Ormuz e do incentivo para que as embarcações não respeitem a medida imposta é semelhante aos episódios da guerra de 1987, também no Oriente Médio, que ficou conhecida como “Tanker War”.
De acordo com informações do U.S. Naval Institute, o Tanker War foi um evento que aconteceu em 1987 no Golfo Pérsico. Na ocasião, Irã e Iraque passaram a atacar navios petroleiros e embarcações comerciais que transportavam petróleo na região. O objetivo era prejudicar a economia do adversário e reduzir sua capacidade de exportar petróleo, uma das principais fontes de receita dos dois países.
Diante da ameaça constante de ataques a embarcações internacionais, vários países passaram a adotar um sistema de escolta naval para proteger os navios que cruzavam a região.
Durante o conflito, cargueiros responsáveis pelo transporte do material passaram a navegar acompanhados por navios militares, com o objetivo de garantir a segurança das rotas marítimas e evitar novos ataques que pudessem interromper o fluxo das mercadorias.
Leia também: Trump ameaça atacar o Irã com 20 vezes mais força se país fechar o Estreito de Ormuz
Diante desse cenário, a proposta atual de Donald Trump segue uma lógica semelhante à adotada em 1987. Segundo informações da CNBC, o presidente dos Estados Unidos pretende enviar navios militares para acompanhar petroleiros, atuando como escolta para garantir a segurança das embarcações que cruzam a região durante os conflitos com o Irã.
Vale lembrar que, mesmo com os incentivos de Trump com relação às passagens pelo Estreito de Ormuz, e as falas sobre o enfraquecimento dos sistemas de ataque iranianos, as forças armadas do Irã prometeram respostas contra o país americano após um dos bombardeios matar o Líder Supremo, Ali Khamenei, que comandou o país por mais de 30 anos.
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