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Fictor afirma que esclarecimentos serão prestados quando defesa de CEO tiver acesso a conteúdo

Publicado 25/03/2026 • 14:16 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal.
  • Em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa de Rafael tiver acesso ao conteúdo da investigação, "prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos".

Divulgação/Fictor

Grupo Fictor

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões.

O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados e foi alvo de busca e apreensão no período da manhã. O celular do executivo foi apreendido pela PF.

Em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa de Rafael tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”.

Leia também: Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor envolvida na tentativa de compra do Banco Master

A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de buscas da Polícia Federal. Ele é defendido pelo criminalista Rodrigo De Grandis.

A assessoria do executivo informou que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.

A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Leia também: PF mira CEO da Fictor, Rafael Góis e ex-sócio na Operação Fallax

Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos – como capital social simulado objeto social genérico e sócio único -, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras.

Para a PF, a dinâmica criminosa compreendia:

  • Coaptação de indivíduos para cessão de dados pessoais;
  • Constituição de empresas fictícias com aparência de regularidade;
  • -Elaboração de documentação contábil fraudulenta (DRE, ECF e declarações fiscais);
  • Manipulação de faturamento para simular capacidade financeira;
  • Uso de certificados digitais para operacionalização remota, reduzindo a exposição dos envolvidos;
  • Participação de gerentes bancários, responsáveis por fornecer informações privilegiadas e inserir dados falsos nos sistemas.

De acordo com os investigadores, o modelo operacional do grupo previa a utilização temporária das empresas (entre 1 e 1,5 ano), com cumprimento inicial das obrigações e posterior inadimplência deliberada, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.

Há indícios de prejuízos milionários a diversas instituições financeiras, dentre elas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Leia também: Quem são os alvos da Operação Fallax? PF investiga fraudes contra a Caixa Econômica Federal

Papel do Grupo Fictor no esquema, segundo a PF

As investigações indicam que os responsáveis pelo Grupo Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.

Sua atuação consistia na injeção de recursos com o objetivo de simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização, especialmente por meio do pagamento cruzado de boletos, criando artificialmente aparência de liquidez e saúde financeira.

Além do aporte financeiro, que alcançou valores expressivos, o grupo também atuava na criação e gestão de empresas de fachada.

  • Nesse contexto, a atuação da Fictor viabilizava:
  • Pagamentos cruzados para simulação de fluxo financeiro;
  • Geração artificial de faturamento;
  • Construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.

Tentativa de compra do Master e recuperação judicial

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor afirmou ter fechado um acordo para a aquisição do Banco Master, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central, e o negócio foi desfeito.

A companhia é um grupo de participações e gestão de empresas com foco na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura. Ela foi fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas.

Em fevereiro deste ano, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida é de R$ 4 bilhões.

No pedido de recuperação judicial protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, a Fictor solicitou a suspensão e o bloqueio das cobranças das dívidas por um prazo de 180 dias.

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