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Conflito no Oriente Médio

Guerra de desgaste: Irã destrói portos e derruba caça “invisível” F-35; Leonardo Trevisan analisa

Publicado 26/03/2026 • 06:01 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A queda de um caça F-35 "invisível" sugere que o Irã recebeu mísseis de alta tecnologia da Rússia ou da China, alterando o equilíbrio de forças no conflito. "Verdade é a primeira vítima", analisa Leonardo Trevisan.
  • O Irã demonstrou capacidade de destruir portos estratégicos, reduzindo o escoamento de 25 milhões para 9 milhões de barris por dia, o que pode fixar o petróleo no patamar estável de US$ 180.
  • Analistas preveem que o alto custo da energia e a inflação resultante podem transformar 2026 em um ano de crescimento zero ou negativo para a economia mundial.

O cenário da guerra entre Estados Unidos e Irã atingiu um nível de complexidade que desafia as comunicações oficiais de ambos os lados. Em entrevista ao Jornal Times Brasil – Exclusivo CNBC, o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, alertou que a “verdade é a primeira vítima” deste conflito e que o jogo de cena diplomático esconde uma realidade perigosa: o Irã detém chaves estratégicas que vão muito além do controle do Estreito de Ormuz.

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Segundo o especialista, o país persa já provou sua capacidade de retaliação ao atingir severamente a infraestrutura de escoamento de portos nos Emirados Árabes Unidos, impactando o fornecimento global de óleo bruto.

A destruição operacional de terminais como o de Fujairah sinaliza que, mesmo com um eventual cessar-fogo, a recuperação da capacidade logística levará meses, impedindo que os preços do petróleo retornem aos níveis pré-guerra de US$ 70.

A projeção atual é de que o barril se estabilize em torno de US$ 180, o que gera um efeito dominó devastador na economia global. Esse valor projeta um cenário de inflação persistente, forçando a manutenção de juros altos e, consequentemente, o travamento do Produto Interno Bruto (PIB) em diversas nações, incluindo o Brasil e sua performance no Ibovespa.

No campo militar, a situação escalou para um patamar de “brincadeira com fogo” após o abatimento de um caça norte-americano F-35, considerado uma das aeronaves mais avançadas e invisíveis do mundo.

Para Trevisan, esse evento indica que o Irã teve acesso a armamentos tecnológicos de ponta, possivelmente fornecidos pela Rússia ou pela China. Esse novo poder de fogo retira dos Estados Unidos a capacidade de encerrar o conflito unilateralmente sem que isso pareça uma derrota estratégica para a administração de Donald Trump, que já investiu bilhões na campanha militar de 2026.

Além da tragédia humanitária e das baixas militares, o conflito projeta danos econômicos estruturais que afetam o cotidiano da população mundial. O aumento do petróleo encarece o transporte de commodities essenciais, elevando os preços de alimentos, fertilizantes e remédios.

O impasse se aprofunda à medida que o Irã se recusa a ceder às exigências americanas de encerrar seu programa de mísseis e abrir mão do controle do Estreito, enquanto ameaça atingir centrais elétricas e sistemas de dessalinização de países vizinhos caso sofra uma ofensiva total.

A mediação de países como Paquistão, Egito e Turquia tem apresentado resultados limitados diante da agressividade das operações em campo. Enquanto os canais diplomáticos tentam estabelecer uma mesa de negociação, ataques aéreos continuam a atingir alvos em Teerã, mantendo o mercado financeiro em estado de “ligeiro pânico” e incerteza.

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