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G7 se reúne na França para reparar ruptura transatlântica sobre o Irã
Publicado 26/03/2026 • 08:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/03/2026 • 08:40 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Ricardo Stuckert / PR, via Flickr
A reunião de dois dias das sete principais democracias industrializadas, realizada na Abadia de Vaux-de-Cernay, nos arredores de Paris, ocorre no momento em que a Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump está pronto para “desencadear o inferno” caso o Irã não concorde em encerrar a guerra entre EUA e Israel contra a república islâmica.
Ministros das Relações Exteriores do G7 se reúnem nos arredores de Paris a partir desta quinta-feira (26), com países europeus e aliados buscando reduzir divergências com os Estados Unidos sobre a guerra no Oriente Médio, enquanto mantêm outras crises, como Ucrânia e Gaza, no topo da agenda.
A reunião de dois dias das sete principais democracias industrializadas, realizada na Abadia de Vaux-de-Cernay, nos arredores de Paris, ocorre no momento em que a Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump está pronto para “desencadear o inferno” caso o Irã não concorde em encerrar a guerra entre EUA e Israel contra a república islâmica.
Fazendo sua primeira viagem ao exterior desde o início do conflito, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se juntará aos principais diplomatas de Canadá, Alemanha, Itália, França, Japão e Reino Unido — mas apenas no segundo dia do encontro.
Leia também: Israel intensifica ataques ao Irã após Teerã rejeitar proposta de negociação dos EUA
Em contraste com o protocolo habitual, e como sinal das divergências entre os Estados Unidos e seus aliados, não haverá um comunicado conjunto final ao término da reunião.
Em vez disso, a presidência do G7 — ocupada neste ano pela França — divulgará uma declaração, segundo uma fonte diplomática que pediu anonimato.
Um dos objetivos da França é “abordar os grandes desequilíbrios globais que explicam, em muitos aspectos, o nível de tensão e rivalidade que estamos observando, com consequências muito concretas para nossos cidadãos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, à AFP na terça-feira.
O encontro começa às 14h (13h GMT), após uma manhã de reuniões bilaterais e uma sessão sobre a reforma da governança global. As discussões sobre Irã e Ucrânia estão previstas para sexta-feira, de acordo com a agenda.
Com o Líbano sendo arrastado para o conflito — após o grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançar foguetes contra Israel — Barrot também pediu que Israel “se abstenha” de enviar forças para assumir o controle de uma zona no sul do país.
Em uma tentativa de ampliar o alcance do seleto grupo G7 — cuja origem remonta à primeira cúpula do G6 realizada no Château de Rambouillet, em 1975 — a França também convidou ministros das Relações Exteriores de importantes economias emergentes, como Brasil e Índia, além de Ucrânia, Arábia Saudita e Coreia do Sul.
A França também sediará, na segunda-feira, uma reunião separada do G7 reunindo ministros das Finanças, ministros de Energia e presidentes de bancos centrais, informou o ministro da Economia, Roland Lescure, à rádio RTL.
O encontro, que será realizado por videoconferência, abordará o que Lescure descreveu como uma “convergência de questões energéticas, econômicas e inflacionárias”.
Leia também: Trump reforça tropas no Irã para forçar negociações de paz, mas estratégia pode ser arriscada
Embora todos os países do G7 sejam aliados próximos dos Estados Unidos, nenhum ofereceu apoio inequívoco à ofensiva contra o Irã, o que irritou Trump.
O ministro das Finanças da Alemanha e vice-chanceler, Lars Klingbeil, chegou a afirmar que as “políticas equivocadas” de Trump no Oriente Médio estão prejudicando a economia alemã.
Trump afirmou que os Estados Unidos estão em contato com uma “autoridade de alto nível” dentro do sistema clerical iraniano em negociações para encerrar o conflito. No entanto, a televisão estatal iraniana informou na quarta-feira que Teerã rejeitou um plano de paz transmitido por meio do Paquistão.
A ameaça de Trump de atacar instalações energéticas iranianas — da qual ele recuou temporariamente diante das supostas negociações — preocupou aliados europeus, que pedem a redução da escalada e não estão envolvidos militarmente no conflito.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, manifestou na terça-feira preocupação de que a guerra tenha desviado o foco do plano de paz para Gaza e da violência na Cisjordânia ocupada.
Mais de quatro anos após o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, Barrot afirmou à AFP que o apoio “à resistência ucraniana” e a pressão sobre a Rússia continuarão.
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