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BC vê espaço para cautela após política mais rígida e monitora efeitos da guerra, diz Galípolo
Publicado 26/03/2026 • 13:46 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 26/03/2026 • 13:46 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26) que a política monetária mais conservadora adotada ao longo de 2025 deixou a instituição em uma posição mais confortável para acompanhar os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira. Segundo ele, o cenário atual permite maior cautela na tomada de decisões.
“O conservadorismo adotado em 2025 nos deixou em uma posição melhor”, disse Galípolo, acrescentando que essa estratégia criou uma espécie de “gordura” para avaliar os desdobramentos do cenário internacional. A declaração foi feita durante entrevista sobre o Relatório de Política Monetária do 1º trimestre de 2026.
O dirigente destacou que fatores como o fato de o Brasil ser exportador de petróleo e a manutenção de uma taxa de juros em nível contracionista contribuem para esse posicionamento mais confortável.
Galípolo ressaltou que o BC seguirá com postura cautelosa, acompanhando a evolução do cenário até a próxima reunião do Copom. “Estamos entendendo e vamos aprender mais até a próxima decisão, que ocorre a cada 45 dias”, afirmou.
Leia também: BC vê risco de reação antecipada de juros em economias avançadas com guerra no Oriente Médio
Apesar disso, ele ponderou que o país ainda depende da importação de diversos insumos, o que exige atenção ao comportamento dos preços, especialmente em um contexto de alta das commodities energéticas.
O presidente do BC também destacou a importância de observar os efeitos de segunda ordem do petróleo, sobretudo em uma economia resiliente, e reforçou a necessidade de tempo para avaliar os riscos no cenário econômico.
No mercado de crédito, Galípolo apontou um crescimento expressivo nas concessões do consignado privado, modalidade criada para trabalhadores do setor privado. Segundo ele, o avanço ocorre em ritmo elevado, com taxas de crescimento acima de 50% a 60%.
Leia também: TCU suspende processo que investiga atuação do BC no caso Master
O executivo explicou que a expansão está ligada à inclusão de novos tomadores de crédito, muitos deles com perfil de risco mais elevado, o que resulta em custos maiores nas operações.
Galípolo avaliou ainda que o atual modelo de concessão de crédito no país não favorece o funcionamento da política monetária, uma vez que os juros cobrados são elevados.
“O crédito emergencial tem sido usado como renda disponível, mas é o mais caro que existe e deveria ser utilizado apenas em situações excepcionais”, afirmou, destacando preocupação com o impacto desse comportamento sobre o consumo e a economia.
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