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Petróleo sobe acima de US$ 110 com prazo de Trump ao Irã sem efeito nos mercados
Publicado 27/03/2026 • 07:45 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 27/03/2026 • 07:45 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik
"Há uma atmosfera de irracionalidade nesse processo que torna tudo muito imprevisível.", afirma especialista sobre conflitos.
O petróleo voltou a subir nesta sexta-feira (27), com o Brent chegando a ultrapassar a marca de US$ 110 por barril. A extensão de dez dias concedida pelo presidente Donald Trump ao Irã para abrir o Estreito de Ormuz não foi suficiente para acalmar os temores de abastecimento nos mercados globais de energia.
O contrato futuro do Brent com entrega em maio avançou 1,8%, a US$ 109,93 por barril, após tocar brevemente os US$ 110. O West Texas Intermediate, referência americana, subiu 1,6%, a US$ 96,01.
Leia também: Trump adia ultimato ao Irã, leva crise de Ormuz ao G7 e mantém petróleo 40% acima do pré-guerra

Na quinta-feira (26), Trump publicou em suas redes sociais que as conversas com o Irã estavam “indo muito bem” e anunciou a suspensão dos ataques à infraestrutura de energia iraniana até 6 de abril. O governo iraniano ainda não se pronunciou sobre as declarações mais recentes do presidente americano.
Durante reunião de gabinete, Trump também afirmou que o Irã permitiu a passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Ormuz nesta semana, descrevendo o gesto como um “presente” de Teerã aos Estados Unidos. Segundo o presidente, o número de embarcações autorizadas cresceu ao longo das negociações, partindo de oito e chegando a dez após o que ele chamou de um pedido de desculpas iraniano.
Apesar dos sinais de que alguns carregamentos voltaram a circular pelo estreito, analistas alertam que o alívio pode ser temporário. Para Paola Rodriguez-Masiu, analista-chefe de petróleo da Rystad Energy, o mercado não subestimou a perturbação no Estreito de Ormuz.
“Por quase quatro semanas, os mercados mostraram resiliência notável, sustentados por uma combinação de excedente pré-guerra, petróleo em trânsito e barris de reserva de política que forneceram um amortecedor temporário e mantiveram os preços contidos. Essa fase está chegando ao fim”, disse a analista.
Segundo a Rystad, o sistema global de abastecimento migrou de um estágio “com amortecedor” para “frágil”, após semanas de perdas de oferta e redução de estoques. Há pouco espaço para absorver novos choques. A firma estima que cerca de 17,8 milhões de barris por dia que passavam pelo Estreito de Ormuz foram interrompidos, com perdas totais acumuladas de aproximadamente 500 milhões de barris.
Os mercados acompanham de perto cada movimento no Estreito de Ormuz, artéria por onde escoa parte significativa do petróleo mundial. A tensão entre Washington e Teerã segue injetando volatilidade nos preços da energia, e qualquer sinal de escalada ou distensão repercute de imediato nas bolsas e nos contratos futuros de commodities ao redor do mundo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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