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Rubio vai ao G7 em Paris para pressionar Europa a assumir posição conjunta sobre Ormuz
Publicado 27/03/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 horas
Publicado 27/03/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 horas
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Os ministros das Relações Exteriores do G7 se reúnem em Paris nesta sexta-feira (27) em meio a divergências com Washington sobre a condução da guerra no Oriente Médio. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, chega à reunião com um objetivo claro: convencer os aliados europeus de que o fechamento do Estreito de Ormuz não é um problema exclusivo dos Estados Unidos.
“A posição do Rubio nessa reunião é mostrar que os países europeus não podem se omitir de uma posição conjunta”, afirmou Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Leia também: Trump adia ultimato ao Irã, leva crise de Ormuz ao G7 e mantém petróleo 40% acima do pré-guerra
O argumento americano encontra terreno fértil na Europa. O continente depende de forma expressiva do petróleo e do gás que transitam pelo Estreito de Ormuz, e o fechamento da via tem pressionado os preços da energia e alimentado temores inflacionários em todo o bloco.
Para Holzhacker, a reunião vai além da dimensão militar do conflito. “Essa discussão vai estar no âmbito das questões militares, mas também pensando quais são as alternativas que os países podem ter para diminuir os impactos negativos na área econômica”, disse a especialista. Entre os temas na mesa está o uso das reservas emergenciais de energia, mecanismo que os países europeus avaliam acionar para conter os efeitos da crise.
Apesar da pressão americana, Holzhacker não espera concessões significativas de Washington. “Os Estados Unidos entram nessas reuniões com posições muito fechadas e é difícil negociar”, avaliou. Ainda assim, a professora reconhece que o contexto interno americano adiciona urgência à diplomacia de Rubio.
Com eleições de meio de mandato previstas para este ano, Trump sente o peso econômico do conflito nas pesquisas de popularidade. “Isso impacta na popularidade, impacta em toda a lógica do processo de eleições de meio de mandato”, disse Holzhacker. A pressão doméstica, segundo ela, é um fator que empurra Washington a buscar avanços, mesmo que limitados, nas negociações.
A reunião em Paris tem caráter ampliado, com a inclusão de Brasil e Índia como convidados. Para Holzhacker, a participação dos dois países reflete o peso regional de ambos e a necessidade de construir uma coalizão mais ampla em torno da crise.
A especialista também avalia que os EUA têm interesse direto em estar presentes. “Não estar de fora seria ruim para os Estados Unidos porque aumentaria ainda mais uma coalizão entre possíveis aliados contra os próprios Estados Unidos”, disse. “É melhor estar na reunião e tentar convencê-los de que a posição americana é a posição que eles deveriam também estar defendendo.”
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