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Ferrovia que liga Vitória a Minas é desbloqueada após 6 dias de interdição por indígenas e MST
Publicado 27/03/2026 • 13:50 | Atualizado há 3 horas
Publicado 27/03/2026 • 13:50 | Atualizado há 3 horas
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Reprodução
Segundo os manifestantes, o bloqueio foi motivado pela cobrança de uma reparação considerada insuficiente após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana
O trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), interditado em Resplendor, no leste de Minas Gerais, foi desbloqueado após seis dias de paralisação, segundo informações da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). Com a liberação da passagem no final do dia de ontem, (26), a retomada do fluxo ferroviário já está acontecendo em uma das principais malhas de transporte de cargas e passageiros do país.
A interdição havia começado na madrugada de 21 de março e suspendeu a circulação do trem de passageiros entre Belo Horizonte e Cariacica, além de afetar o escoamento de minério de ferro, pelotas e outras mercadorias pela ferrovia. A mobilização foi liderada por indígenas Tupiniquim das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau-Brasil, em Aracruz, no Espírito Santo, com apoio da Associação Indígena Tupiniquim e Guarani (AITG) e do Conselho Territorial Tupiniquim e Guarani.
Segundo os manifestantes, o bloqueio foi motivado pela cobrança de uma reparação considerada insuficiente após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. As comunidades indígenas afirmam que ficaram fora de etapas decisivas dos acordos de compensação e reivindicam mais participação no processo de reparação.
Embora a ferrovia seja conhecida pelo trem de passageiros que liga diariamente Minas Gerais ao Espírito Santo, a malha também é usada no transporte de cargas. Documentos públicos da operação mostram a EFVM como responsável pelo transporte de minério, pelotas e cargas como aço, carvão, veículos e combustíveis, além do serviço de passageiros.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, classificou o impacto da paralisação como severo para passageiros e para a cadeia produtiva.
“O prejuízo é extraordinário. Ele tanto afeta a população, através da paralisação do trem de passageiros, como também o transporte de cargas. Essa ferrovia representa mais de 12% do transporte ferroviário no Brasil, e cuja a maior parte da sua carga é minério de ferro, mas tem também mais de 20% de carga geral”, disse.
No dia 9 de março, mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já haviam bloqueado outro trecho da EFVM, em Tumiritinga (MG), também para cobrar justiça e reparação pelos danos do rompimento em Mariana. Na ocasião, a interdição durou algumas horas.
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