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Vítimas de Epstein processam Google e governo Trump por exposição de dados pessoais

Publicado 27/03/2026 • 17:33 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Sobreviventes acusam Google e governo dos EUA de divulgarem indevidamente informações pessoais, gerando assédio e ameaças.
  • Ação aponta que busca e ferramenta de IA da empresa ampliaram a exposição mesmo após retirada oficial dos dados.
  • Caso reacende debate sobre responsabilidade das plataformas e possível revisão da legislação que protege empresas de tecnologia.
Uma vítima de Jeffrey Epstein entrou com uma ação coletiva contra o governo Trump e o Google, acusando ambos de divulgação indevida de informações pessoais de sobreviventes, o que teria resultado em assédio e riscos à segurança.

Uma vítima de Jeffrey Epstein entrou com uma ação coletiva contra o governo Trump e o Google, acusando ambos de divulgação indevida de informações pessoais de sobreviventes, o que teria resultado em assédio e riscos à segurança.

O processo foi apresentado na quinta-feira no Tribunal Distrital dos EUA para o Norte da Califórnia, onde o Google tem sede. A ação afirma que o Departamento de Justiça (DOJ) expôs cerca de 100 vítimas entre o fim de 2025 e o início de 2026 e que, mesmo após reconhecer o erro e retirar os dados, plataformas online como o Google continuaram a republicar as informações.

No caso do Google, a denúncia aponta que tanto o mecanismo de busca quanto o recurso de resumos com inteligência artificial, chamado “AI Mode”, contribuíram para a divulgação dos dados pessoais das vítimas.

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As sobreviventes agora enfrentam um trauma renovado”, afirma o processo. “Estranhos ligam, enviam e-mails, ameaçam sua segurança física e as acusam de conspirar com Epstein, quando na verdade são vítimas.”

A ação foi protocolada por uma vítima identificada como “Jane Doe”, pseudônimo utilizado para preservar sua identidade.

O caso ocorre após o Departamento de Justiça divulgar mais de 3 milhões de páginas adicionais relacionadas a Epstein, incluindo imagens e vídeos, após meses de pressão. Epstein morreu em 2019, em uma prisão em Nova York, semanas após ser detido por tráfico sexual de menores.

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Ao incluir o Google no processo, os autores testam os limites da Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, legislação que historicamente protege plataformas digitais de responsabilidade por conteúdos publicados por terceiros.

Com o avanço da inteligência artificial e o aumento de controvérsias envolvendo conteúdos gerados por IA – como imagens não consensuais e deepfakes, empresas de tecnologia enfrentam novos desafios legais e regulatórios.

A ação sustenta que o Google teria “intencionalmente” contribuído para o assédio, ao permitir a hospedagem e disseminação das informações, e afirma que o AI Mode “não é um índice de busca neutro”.

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O processo também menciona decisões judiciais recentes contra plataformas digitais, incluindo Meta e o YouTube (do Google), que apontaram falhas na moderação de conteúdos com impactos no mundo real.

Segundo o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, há uma “possibilidade concreta” de que esses casos levem o Congresso a reavaliar a Seção 230, podendo até promover mudanças significativas na legislação.

A ação ainda afirma que conteúdos gerados por IA do Google responderam a buscas exibindo dados pessoais das vítimas, incluindo nome completo, e-mail e links diretos para contato, ampliando a exposição.

Representantes do Google e do governo Trump não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

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