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Companhia aérea chinesa compra 101 aviões da Airbus em acordo de US$ 15,8 bi

Publicado 28/03/2026 • 20:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Companhia aposta em ganho de eficiência, com maior densidade de assentos e menor consumo de combustível por aeronave.
  • Airbus amplia vantagem no mercado chinês em meio à perda de espaço da Boeing por tensões geopolíticas.
  • Fila global de produção pressionada transforma encomendas em estratégia para garantir entregas futuras.
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A China Eastern Airlines anunciou a compra de 101 aeronaves da família A320neo da Airbus, em uma transação avaliada em cerca de 108,9 bilhões de yuans (cerca de US$ 15,8 bilhões a preço de tabela). O pedido foi informado pela companhia em comunicado à bolsa de Xangai, com entregas previstas em lotes entre 2028 e 2032.

Segundo a empresa, a encomenda foi desenhada para acelerar a renovação da frota e preparar a expansão de capacidade nos próximos anos. A aérea afirmou que os novos aviões devem elevar a oferta de assentos por aeronave, reduzir consumo de combustível e cortar custos operacionais unitários. Disse ainda que pretende retirar de operação ao menos 53 jatos mais antigos da família A320 assim que os novos modelos começarem a ser entregues.

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Embora o valor divulgado seja próximo de US$ 16 bilhões, esse número reflete o preço de catálogo, segundo o portal Caixin Global. A própria China Eastern informou que recebeu uma concessão comercial “substancial” da Airbus e que o preço final de compra será significativamente inferior ao valor de tabela.

A operação também reforça a presença da Airbus no mercado chinês, num momento em que as grandes companhias do país voltaram a concentrar compras em aviões de corredor único. No fim de dezembro, a Air China anunciou a aquisição de 60 aeronaves A320neo, com entregas igualmente programadas entre 2028 e 2032. Na mesma leva, outras empresas chinesas também divulgaram novos pedidos da família A320neo.

O pano de fundo é uma combinação de fatores operacionais e geopolíticos. De um lado, as companhias aéreas chinesas vêm priorizando aviões narrowbody, que ajudam a renovar frota com menor consumo de combustível e melhor eficiência em rotas domésticas e regionais. De outro, a Airbus consolidou vantagem nas grandes encomendas públicas feitas por aéreas chinesas nos últimos anos, enquanto a Boeing perdeu tração nesse mercado em meio ao agravamento das tensões entre China e Estados Unidos.

A China Eastern informou ainda que, em fevereiro, operava 812 aeronaves, com modelos Airbus representando 57% da frota. Os aviões de corredor único da família A320 respondiam por quase metade desse total, o que ajuda a explicar a escolha por ampliar a presença da fabricante europeia justamente nesse segmento.

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A compra também acontece em um momento em que o setor aéreo corre para garantir slots de entrega em uma indústria pressionada por gargalos de produção. A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) informou no fim de 2025 que a carteira global de pedidos já superava 17 mil aeronaves, volume equivalente a quase 60% da frota ativa e a cerca de 12 anos da capacidade atual de produção.

Isso significa que grandes encomendas deixaram de ser apenas uma decisão de expansão ou renovação de frota. Também passaram a ser uma forma de assegurar posição na fila de entregas em um mercado ainda travado por restrições na cadeia de suprimentos e atrasos industriais.

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