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CNBCCom guerra no Irã, startups de defesa europeias aumentam contratos e reforçam presença no Oriente Médio

Conflito no Oriente Médio

Por que EUA e Israel bombardearam mais de 70 instalações policiais no Irã

Publicado 31/03/2026 • 11:59 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Apesar das tratativas para um possível cessar-fogo no Oriente Médio, a guerra entre Estados Unidos e Irã, e posteriormente Israel, segue colecionando novos bombardeios e investidas entre os países.
  • O conflito iniciou em fevereiro e se encaminha para o terceiro mês de duração.
  • Desde o início dos confrontos, Estados Unidos e Israel intensificaram bombardeios no Irã, ampliando a escalada de violência na região.
destroços no irã

Foto: AFP

Por que EUA e Israel bombardearam mais de 70 instalações policiais no Irã

Apesar das tratativas para um possível cessar-fogo no Oriente Médio, a guerra entre Estados Unidos e Irã, e posteriormente Israel, segue colecionando novos bombardeios e investidas entre os países. O conflito iniciou em fevereiro e se encaminha para o terceiro mês.

Desde o início dos confrontos, Estados Unidos e Israel intensificaram bombardeios no Irã, ampliando a escalada de violência na região. Entre os episódios mais marcantes está a morte do aiatolá Ali Khamenei, que esteve no poder por mais de três décadas, além de confrontos que incluíram ataques e respostas envolvendo aeronaves militares americanas.

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Alvos selecionados

Entretanto, além dos bombardeios citados, a guerra entre os três países segue com novos ataques. De acordo com o portal Al Jazeera, os Estados Unidos e Israel ampliaram sua ofensiva no Irã ao atingir mais de 70 instalações ligadas à polícia e à segurança interna do país.

Segundo o site, esses locais, muitas vezes situados em áreas com muitos civis, fazem parte do planejamento responsável por manter o controle interno do regime iraniano.

Diferentemente de ataques focados apenas em bases militares ou infraestrutura nuclear, motivo inicial da guerra, os bombardeios a delegacias e centros policiais indicam uma estratégia voltada não apenas à capacidade militar, mas também à estrutura de governança e controle local.

Ataques centrais

Uma investigação da unidade de Investigações Digitais da Al Jazeera apontou que ao menos 75 estruturas de segurança interna foram destruídas ou danificadas em ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos entre 28 de fevereiro e 10 de março.

Entre os alvos estavam delegacias, centros de investigação criminal, órgãos de segurança pública e postos de controle administrados pela força paramilitar Basij.

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Por que EUA e Israel bombardearam mais de 70 instalações policiais no Irã
Imagens de satélite que monstram o local do bombardeio americano

Estratégia de enfraquecimento

Especialistas ouvidos pela Al Jazeera apontam que o objetivo desses ataques vai além de impactos imediatos. A ofensiva busca enfraquecer a capacidade do governo iraniano de manter a ordem interna, reduzindo sua influência sobre a população e dificultando a repressão.

Na prática, ao atingir diretamente forças policiais e estruturas de segurança doméstica, EUA e Israel tentam pressionar o regime interno, criando instabilidade e, consequentemente, abrindo espaço para uma possível rebelião.

Essa estratégia não é recente na guerra atual. Desde o início dos conflitos, em fevereiro, o presidente Donald Trump incentivou os iranianos a começarem uma rebelião contra o regime atual iraniano.

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Continuidade da guerra

Como mencionado no início da matéria, nas últimas semanas Donald Trump tem indicado a possibilidade de um acordo com o Irã para um cessar-fogo. Ainda assim, o governo iraniano já rejeitou negociações diretas com os Estados Unidos e apresentou condições específicas para encerrar o conflito, que também não foram aceitas pelos americanos.

Vale ressaltar que o presidente dos Estados Unidos ainda brincou em uma entrevista ao chamar o Estreito de Ormuz de “Estreito de Trump“. O local, que é de extrema importância para o envio e reabastecimento global de petróleo, segue causando grandes impactos na economia mundial.

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