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O mundo inteiro irá “pagar a conta” se o Estreito de Ormuz fechar novamente, diz especialista
Publicado 08/04/2026 • 22:07 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 08/04/2026 • 22:07 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Apesar da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o anúncio de um cessar-fogo pelos Estados Unidos, a trégua instável entre os países ainda causa muitas incertezas para o mercado global.
Segundo Ligia Costa, livre Docente de Direito Internacional da USP, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o “comércio internacional precisa, para ser eficiente, para ser eficaz, de previsibilidade” e o conflito atual no Oriente Médio causa um “desaceleração da economia mundial”.
Costa explica que a discrepância entre as declarações dos dois países causa uma “guerra de narrativas” e que teremos que esperar para entender quais são as reais negociações entre os dois países.
“Infelizmente, teremos que esperar um pouco mais para ver quais são os arranjos de fato que estão sendo realizados e como que esses arranjos vão impactar e recair sobre o sistema internacional como um todo, afetando confiança, pressionando mercados e fragilizando regras que sustentam o comércio global”, explica ela.
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O desenrolar do conflito vem impactando, especialmente, os preços do petróleo, que chegou a cair cerca de 15%, após os anúncios do cessar-fogo, na noite de terça-feira. (07), além de pressionar também os derivados da commodity.
Sobre os impactos nos valores desta commodity, Costa explica se o Estreito de Ormuz voltar a ser fechado, “o mundo inteiro vai pagar esta conta”, por conta do risco de interrupção prolongada do petróleo e, consequentemente, a sua inflação.
“Isso é extremamente complicado e muito preocupante para o mundo inteiro, não apenas para a região que está envolvida neste conflito. Ormuz fechado é um risco que se torna realidade e Ormuz fechado, por um longo período de tempo, afeta fluxo logístico, afeta custo e reduz eficiência no abastecimento global”.
Além do possível fechamento do Estreito, outra preocupação que surgiu recentemente seria a cobrança de possíveis pedágios pelo Irã para a passagem pela via marítima. Porém, a docente explica que uma pressão diplomática do mundo inteiro, não apenas dos EUA, seria necessária para evitar esse tipo de arranjo.
Por ser uma rota importante para todo o comércio global, ela avalia que outras potenciais mundiais também não gostariam que apenas um país tivesse este tipo de poder geopolítico, porque “quem controla as rotas de Ormuz influencia toda a economia global”.
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