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Economia Brasileira

Ibovespa pode chegar a 210 mil pontos com fluxo estrangeiro e juros em queda, diz especialista

Publicado 15/04/2026 • 09:49 | Atualizado há 9 horas

KEY POINTS

  • Entrada de capital estrangeiro impulsiona Bolsa brasileira, que já acumula 11 altas seguidas e se aproxima dos 200 mil pontos.
  • Juros elevados no Brasil e cenário global de incerteza aumentam atratividade do país para investidores internacionais.
  • Possível queda da inflação e dos juros pode acelerar migração de recursos para a Bolsa e sustentar novas altas.

O Ibovespa vive um momento de forte valorização, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro, e pode alcançar os 210 mil pontos até o fim do ano, segundo avaliação de Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da Top Gain. Para ele, o atual cenário reflete uma combinação de fatores internos e externos que favorecem o Brasil.

A gente já está chegando na festa dos 200 mil pontos”, afirmou Santana, destacando que o movimento tem relação direta com o interesse do investidor internacional. “O gringo está de olho no Brasil”, disse, em entrevista ao Pré-Market, jornal matutino do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (15).

Segundo o especialista, dois fatores principais explicam esse fluxo. O primeiro é o cenário global de incerteza, marcado por conflitos geopolíticos. “Quando o mundo está em guerra e o Brasil é exportador de commodities, não tem como não migrar para um país com mais segurança”, afirmou, citando o papel do país como fornecedor de matérias-primas valorizadas nesse contexto.

Juros altos e commodities sustentam atratividade

Outro fator relevante, de acordo com Santana, é o diferencial de juros. O Brasil segue com uma das maiores taxas de juros reais do mundo, o que atrai operações financeiras internacionais. “O diferencial de juros acaba sendo muito atrativo”, explicou, mencionando o uso do chamado carry trade, em que investidores captam recursos em mercados com juros baixos para aplicar no Brasil.

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Esse movimento tem contribuído para o avanço da Bolsa desde 2025, período em que, segundo ele, o mercado brasileiro ainda era visto como descontado. “A nossa bolsa estava barata, e isso ajudou a atrair esse capital”, afirmou.

Santana também destacou que a dinâmica recente está ligada às expectativas de política monetária. “Se a inflação começa a ser controlada, o Banco Central pode continuar cortando juros, e aí quem sobe é a bolsa”, disse.

Queda dos juros pode acelerar alta da Bolsa

Na avaliação do especialista, um eventual arrefecimento das tensões internacionais, como no caso do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos, pode contribuir para a queda do preço do petróleo e, consequentemente, da inflação.

Com a inflação controlada, os juros caem, e esse dinheiro que está na renda fixa começa a migrar para a bolsa”, explicou.

Leia também: Tensão geopolítica e composição voltado ao físico favorecem bolsa brasileira; veja altas e baixas da semana 

Com isso, ele projeta espaço adicional para valorização do mercado acionário. “A gente pode ver a bolsa chegar a pelo menos 210 mil pontos até o final do ano, sendo conservador”, afirmou.

Investimento de longo prazo ainda depende de fatores internos

Apesar do cenário positivo, Santana pondera que boa parte do capital estrangeiro atual tem caráter de curto prazo, focado em oportunidades financeiras. “Esse capital que está entrando agora é para aproveitar o movimento e o diferencial de juros, não necessariamente para investir no país”, disse.

Para que o Brasil atraia investimentos mais estruturais, de longo prazo, ele destaca a necessidade de avanços internos. “A gente precisa fazer a lição de casa em relação ao risco fiscal e às contas públicas”, afirmou.

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Segundo ele, o cenário eleitoral de 2026 ainda traz incertezas, o que pode adiar decisões mais robustas de investimento. “As eleições podem trazer dúvidas, então esse movimento mais forte deve ficar para depois”, avaliou.

Ainda assim, o especialista vê potencial para uma mudança estrutural no fluxo de capital. “Passando as eleições e com corte de juros, há grande chance de entrada de capital estrangeiro para investir de fato no país”, concluiu.

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