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Bolsa perto dos 200 mil pontos e dólar em queda refletem fluxo global, diz economista
Publicado 13/04/2026 • 18:45 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 13/04/2026 • 18:45 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A bolsa brasileira, que alcançou cerca de 198 mil pontos, está próxima de atingir o marco histórico de 200 mil pontos, impulsionada por um cenário de fluxo global de investimentos para mercados emergentes, segundo o economista e sócio da A3S Investimentos, Pedro Paulo Silveira. Para ele, o patamar pode ser alcançado a qualquer momento.
“Está logo ali. Com essa volatilidade, mesmo que dê um ‘belisco’, há uma chance grande de bater os 200 mil pontos”, afirmou durante entrevista nesta segunda-feira (13) ao jornal Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Silveira, a valorização da bolsa está diretamente ligada ao movimento internacional de redistribuição de portfólios, com investidores direcionando recursos para países fora do eixo tradicional. “Os investidores globais estão optando por mandar parte do fluxo para emergentes, e o Brasil se beneficia disso”, disse.
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De acordo com dados da B3, o mercado brasileiro recebeu cerca de R$ 68 bilhões em aportes estrangeiros ao longo do ano, reforçando a atratividade do país. “É um volume razoável de dinheiro, que ajuda a sustentar esse movimento de alta”, afirmou. Ele também destacou o bom desempenho da balança comercial brasileira, que contribui para fortalecer o ambiente econômico.
No câmbio, o economista avalia que o dólar abaixo de R$ 5 reflete esse mesmo movimento internacional. “Tudo depende da continuidade desse movimento global. Mantido isso, a tendência é o dólar perder valor”, apontou.
Ele explicou que a moeda americana tem perdido força frente a um conjunto de moedas globais, como o índice DXY, e que o real acompanha essa valorização. “A entrada de dólares no Brasil permite uma apreciação do real, o que ajuda a compensar a alta do petróleo.”
Apesar do cenário positivo para ativos brasileiros, Silveira alerta para os impactos do choque no preço do petróleo, impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, a inflação deve sofrer pressão nos próximos meses.
“Depois que a inflação sofre um choque, como agora, com IPCA, IGP e atacado subindo, isso continua pressionando por um bom tempo”, disse. Para ele, o impacto já deve comprometer o resultado de 2026, com uma “surpresa negativa” em relação às expectativas iniciais.
O economista destacou que, mesmo em caso de resolução do conflito, os efeitos não desaparecem imediatamente. “Mesmo que haja acordo, o petróleo demora a voltar aos níveis de US$ 65 a US$ 70 por barril (R$ 323,7 a R$ 348,6 por barril), e esse tempo já é suficiente para contaminar a inflação”, afirmou.
Ele também alertou que, em um cenário mais adverso, com o petróleo acima de US$ 100 por barril (R$ 498,0 por barril), as projeções inflacionárias podem continuar subindo. “Se o conflito se prolongar, o impacto pode ser ainda maior”, disse.
Diante desse cenário, Silveira avalia que o Banco Central deve agir com prudência na condução da política monetária. Para ele, acelerar o ritmo de cortes de juros pode comprometer a credibilidade da instituição. “Seria uma imprudência acelerar o passo, poderia prejudicar a credibilidade que já é sensível”, pontuou.
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Segundo o economista, mesmo com a melhora do câmbio, o ambiente ainda exige cautela. “Eu não derrubaria a taxa de juros agora, seguraria mais um pouco”, ressaltou, acrescentando que o mercado pode até esperar cortes de 0,25 ponto percentual, mas sem espaço para movimentos mais agressivos no curto prazo.
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